Elos Clube de Tavira

Janeiro 22 2011

Modalidade – QUADRA

 

3º. Prémio

 

Quem rouba não tem direito

 

 

Quem rouba não tem direito

A ficar em liberdade,

Pois perdeu todo o respeito

Pela própria dignidade

 

Vítor Manuel Capela Baptista (Barreiro)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:31
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Janeiro 21 2011

(*) 

 

http://videos.sapo.pt/HRs6Qqitf6zLTpHW7Z1d

 

 

 

(*)

 http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://lh4.ggpht.com/_1ToVWpN6onU/SIqlpZfw17I/AAAAAAAADMY/EgzdXaRftus/P1050315.JPG&imgrefurl=http://picasaweb.google.com/lh/photo/OSt5-AhHp67mY_Fb1aHPgw&usg=__N2_SFQltDIepD-Vk1jzBamnUe2k=&h=1200&w=1600&sz=212&hl=pt-pt&start=0&sig2=KH6b2TbG-Cz0v791eUUnlQ&zoom=1&tbnid=R-7WxWf55fISIM:&tbnh=128&tbnw=218&ei=D1o5TZ7VAYOAswbE-Zj1Bg&prev=/images%3Fq%3DMuseu%252Bdo%252BCombatente%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=218&oei=D1o5TZ7VAYOAswbE-Zj1Bg&esq=1&page=1&ndsp=16&ved=1t:429,r:6,s:0&tx=106&ty=72

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:59

Janeiro 20 2011

  

 

Cientistas.jpg
 

 

 

 

 

 

Joana Marques, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto,

 

Liliana Bernardino, do Centro de Neurociências de Coimbra, e

 

Sílvia Barbeiro, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra,

 

 

 

 

 

são as três cientistas portuguesas galardoadas, este ano, com as Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

 

 

As três cientistas são, nesta 7ª edição do prémio, distinguidas pelos projectos que querem desenvolver e que podem vir a ter um impacto positivo no avanço da medicina.

 

Joana Marques quer descobrir quais os genes necessários para uma célula da pele reverter o seu desenvolvimento. A investigadora, de 32 anos, que trabalha no controlo do destino celular, no Serviço de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, pretende aperfeiçoar a produção de células pluripotentes induzidas.

 

 

Liliana Bernardino, 30 anos, vai trabalhar com células estaminais para descobrir como é possível controlá-las para produzir neurónios suficientes e tratar a doença de Parkinson.

 

Já Sílvia Barbeiro, 35 anos, tem um projecto que exemplifica a importância da matemática nos processos de vida. A investigadora vai utilizar equações para explicar o que acontece ao colocar-se um dente artificial.

 

Cada galardoada recebe um financiamento de vinte mil euros para “prosseguirem projectos de investigação relevantes no âmbito das ciências da vida”.

 

Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência

 

“O Mundo precisa da Ciência e a Ciência precisa das Mulheres. Por isso, a L'Oréal Portugal, a Comissão Nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia juntaram-se para promover as Mulheres na Ciência e, em 2004, lançaram as Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência”.

 

O objectivo?

 

“Incentivar jovens investigadoras que efectuem a sua pesquisa em Portugal a prosseguir os estudos que, pela sua relevância para a saúde, qualidade de vida e ambiente, não devem ser travados por falta de apoio”.

 

http://www.nofemininonegocios.com/Medalhas-de-Honra-para-Mulheres-na-Ciencia.phtml

 

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:09
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Janeiro 19 2011

 (*)

 

A minha vontade é forte

mas a disposição de lhe obedecer é fraca.

 

(*)  http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_coxnsTySmro/TL4XgVRGraI/AAAAAAAAAFo/y5VklzWg4dA/s1600/drummond2.jpg&imgrefurl=http://bethaniamenezes.blogspot.com/2010/10/nao-importa-onde-voce-parou-carlos.html&usg=__5W-7GjqgYc8ZTktgmKDy_zo_QzA=&h=484&w=362&sz=33&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=PCwi7Pn1LCzKGM:&tbnh=163&tbnw=122&ei=8Lc2TancL8qFswaElOh1&prev=/images%3Fq%3DCarlos%252BDrummond%252Bde%252BAndrade%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DG%26biw%3D1021%26bih%3D681%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1&itbs=1&iact=rc&dur=2387&oei=8Lc2TancL8qFswaElOh1&esq=1&page=1&ndsp=15&ved=1t:429,r:13,s:0&tx=69&ty=89

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:01
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Janeiro 18 2011

QUADRAS

 

1ª. Menção Honrosa

 

Verdade

 

Ninguém fale sem razão,

Nem minta por caridade,

Mesmo um fraco coração

Aguenta uma verdade

 

Aníbal José de Matos (Figueira da Foz)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:07
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Janeiro 17 2011

 

 Caraça - Minas Gerais

Imagem fonte: Revista Check in (Ano 2- Numero 22)

 

 

Terra rica e de ambição Minas Gerais foi nos tempos coloniais local de eleição para gente de toda a espécie que buscava fama e fortuna. Vindos do reino e de outras regiões da Colónia, portugueses e brasileiros chegavam em levas. Aventureiros, padres, militares, fazendeiros, faiscadores, tropeiros, mulheres de vida fácil, fugitivos, todos se embrenhavam pelo interior, atravessando serras e rios, enfrentando desafios à cata de ouro, pedras preciosas, madeira, terras para desbravar e ocupar com a real anuência.

 

Conta a lenda, das muitas que a história de Minas guarda, que quando os bandeirantes incursionaram pelo interior centro-leste mineiro avistaram formações rochosas que, em certo sitio, desenhavam no horizonte o perfil da cara de um gigante. Chamaram-nas Serra do Caraça. Ali, a 1300 metros de altitude, no contraforte da serra, numa área isolada, cortada por rios e cascatas, cercada de Picos e matas, em 1700, se levantou um pequeno arraial, em busca de ouro. Era dono da sesmaria o padre Felipe Siqueira e Távora. Os mineradores, Domingos Borges e os irmãos Francisco e António Bueno. Ao que parece não acharam o que queriam pois, setenta anos mais tarde, as terras, então abandonadas, estavam nas mãos de um homem conhecido naquela região como Frei Lourenço.

 

Em 1730, não muito longe dali, no Arraial do Tijuco (hoje Diamantina) os diamantes brotavam dos rios. A Coroa lançava gulosamente suas regras para a instalação das Catas (5 mil reis por escravo), até que resolveu ela mesma ter um contratador para extracção das pedras. Mesmo com a guarda, e o controle do Intendente, pedras e ouro eram desviados na contabilidade de autoridades corruptas, no fundo falso das canastras, no bucho dos garimpeiros, no pau oco das imagens, na carapinha dos negros, debaixo das saias das quengas...

 

O Tijuco prosperava e se enchia de gente. Em 1754 o contratador marianense João Fernandes de Oliveira, amigo de Pombal, do tempo de estudante em Coimbra, acumulava bens e prestígio. Sua amante, Chica da Silva, filha de escrava com branco, alforriada por ele, rica e voluntariosa, se impunha na sociedade branca local. O brilho dos diamantes que carregava no pescoço e influência política do seu companheiro nivelavam-na socialmente. Na Igreja de Santo António o padre pedia respeito e sal, que naquela terra, longe do litoral, não havia para baptizar as crianças, nem para tratar o bócio das gentes.

 

No reino, D. João V depois de esbanjar fausto e riqueza deixou para seu filho, D. José I, um rombo no orçamento. Chamado para administrar as combalidas finanças da Coroa, Sebastião José de Carvalho e Melo tornou-se o seu mais importante e temido ministro. Para desconforto e desprezo da nobreza, com medidas duras, tentou fortalecer o poder real e expulsou os jesuítas do território português.

 

Em 1755 um grande terramoto, seguido de um maremoto, arrasa Lisboa. Pombal toma a frente e faz reerguer a capital portuguesa, mais bonita e moderna. O dinheiro vem dos altos impostos e dos diamantes que ainda chegam do Brasil, mas já sem a fartura do início de século. Em 1758, uma tentativa de assassinato contra o rei leva ao patíbulo nobres e extermina a família Távora. Um deles escapa, e tem a efígie queimada.

 

Diz ainda a lenda que um jovem, Carlos Mendonça Távora, teria chegado ao Arraial do Tijuco e em 1763 entrado na ordem Terceira de São Francisco como irmão leigo, assumindo o nome de frei Lourenço. Passados 7 anos, em 1770, saiu do Tijuco (Diamantina) e na região da Serra do Caraça, após 4 anos, ergueu “em distância de três léguas da matriz de Catas Altas uma capela da invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens”, diz o requerimento encaminhado ao príncipe regente, muitos anos depois. Doações e ajudas transformaram a capela numa igreja com douramentos, uma Santa Ceia pintada pelo Mestre Ataíde, um órgão e uma relíquia de São Pio, vinda da Itália em 1972. Dos lados da igreja, à direita e à esquerda, construiu alas de dois pavimentos para abrigar irmãos missionários, peregrinos e escravos. O misterioso frei Lourenço tinha um sonho: transformar o local num centro religioso e de estudo. Como não conseguiu atenção das autoridades para o seu intento, após varias petições, com receio de perder sua obra, doou em testamento o seu património para a Coroa, para que esta fizesse ali um lugar de santidade e um educandário para rapazes.

 

No seu testamento não revelou seu nome civil, mas diz coisas que fazem pensar. Ser natural de Nagozelo (Concelho de São João da Pesqueira) onde os Távora tinham um morgadio; em dicionários antigos portugueses Caraça era a sacada aonde condenados iam para a fogueira. Lourenço foi um mártir romano que morreu queimado. Coincidências, talvez...

 

Pós a morte do frei, ocorrida em 27 de Outubro de 1819, D. João VI entregou as terras e o eremitério aos lazaristas (Congregação da Missão). Com a chegada em 1820 dos Irmãos Leandro Rebelo Peixoto e Castro e António Ferreira Viçoso de Lisboa o sonho do frei Lourenço se tornou uma realidade. No local da antiga igrejinha levantou-se um bonito Santuário em estilo gótico, as alas foram ampliadas e receberam biblioteca, laboratórios, salas de aula e alojamento para padres e para estudantes.

 

Num país carente de escolas e de educandários de qualidade, o Colégio do Caraça, tornou-se referência nacional de educação para rapazes. Como tal funcionou de 1821 a 1968, quando um incêndio provocado por um fogareiro deixado aceso destruiu quase todas as instalações e mais da metade do acervo da biblioteca. Foi uma inestimável perda para a cultura e educação da sociedade brasileira. O Colégio acabou em cinzas, nunca mais se levantou.

 

No Caraça estudaram bispos, prelados, professores, políticos, advogados, muitos homens que marcaram a vida política e cultural do país. Os presidentes da República Afonso Pena e Artur Bernardes, foram dois deles. No tempo do Império, a fama do Colégio já era tanta que recebeu as visitas e presentes dos imperadores do Brasil, D. Pedro I e D. Pedro II, cada um a seu tempo. Conhecido pela disciplina rigorosa, onde a palmatória era usada, pelo emprego de métodos de ensino de qualidade e eficientes, tinha no seu quadro de mestres professores nacionais e estrangeiros.

 

Para coibir a indisciplina dos filhos, os pais daquele tempo diziam: “Olha que te mando para o Caraça”!

 

O Parque do Caraça, antigo património do frei Lourenço, hoje é Reserva Particular do Património Natural. Das ruínas e com o que se salvou do sinistro, construiu-se um Museu, uma nova biblioteca, e fez-se uma pousada para receber hóspedes em busca de sossego. O Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens e o seu entrono restaram intactos. Os irmãos lazaristas da Congregação da Missão ainda continuam lá, à frente da propriedade.

 

Chegar ao Caraça é voltar no tempo, longe da TV, do tumulto das cidades, da violência. É ouvir histórias antigas onde realidade e lenda se misturam de uma forma que não se sabe quando termina uma e começa a outra. É ter a oportunidade de consultar livros esquecidos, ou repousar simplesmente. Comer alimentos saborosos e saudáveis da horta dos padres, cuidada por um velho descendente de escravos, é um lauto prazer. Vencer a serra, caminhar nas trilhas das matas, descobrir plantas e animais, riachos e cachoeiras, admirar a beleza e a tranquilidade da natureza é se reencontrar consigo mesmo. À noitinha, na adro da Igreja, depois da missa e do jantar, esperar o ameaçado lobo-guará se aproximar e vê-lo comer das mãos dos frades, como fazia frei Lourenço. O Homem ali está mais perto de Deus.

 

  Maria Eduarda Fagundes

 

Uberaba, Janeiro de 2011

 

Fontes:

Wikipédia

www.santuariodocaraça.fot.br

Monografia de André Coutinho Barbosa (Geoprocessamento) da UFMG

Check In revista de turismo (Ano 2 n.o 22)

Chica que manda (Agripa de Vasconcelos)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:39
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Janeiro 16 2011

 

 

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

 

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

 

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 17:34
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Janeiro 15 2011

 Fernando Laginha

 Fernando Laginha

 

Que fizeste do tempo?

 

Que fizeste do tempo? Onde perdeste

A lembrança de tanto que lembrar?…. 

… A mágoa breve que te fez chorar,

Pequenas alegrias que tiveste,

……………………………………

As coisas que escutaste e que disseste,

Horas de tédio, esperanças que alcançar.

Segredos soluçantes ao luar,

Manhãs de sol!…os gestos que fizeste.

……………………………………

Que conta dás do tempo? À tua frente

O infinito e o medo pertinente

Do dia que há-de vir. Atrás, perdida,

……………………………………

Toda uma vida que mal enche agora

Os sessenta minutos de uma hora

Nos sessenta segundos de uma vida….

 

 

****

 

Eu

 

Passa gente por mim que eu não conheço,

Que a vida empurra para fins diversos.

Fogachos rutilantes e dispersos

Desta mesma fogueira em que arrefeço.

 

Cruzam-se em mim, – que estranho lhes pareço –

Seus caminhos distantes e reversos.

Falam as suas vozes nos meus versos

De outros versos sem fim e sem começo.

 

Assim me sinto alheio de meus passos,

Resquício de outros risos e cansaços,

- Sol de outro sol e sede de outra sede.

 

Assim, tudo anda em mim e eu ando em tudo… S

ou grito em cada grito, antigo e mudo,

E pedaço de pão na mão que pede!

 

____________________________

 

Fernando Laginha Ramos (Loulé, 21.Abril.1918; Lisboa, 03.Novembro.1974) foi um poeta autodidacta. Comerciante da área da ourivesaria, teve uma actividade literária algo discreta. Mas os seus versos implicam conceitos e sentimentos que, se em época mais recente o poeta houvesse vivido, teriam decerto encontrado maior eco e merecido outra divulgação.

 

Das duas produções aqui inseridas se pode aquilatar da serenidade da mensagem, através de um conseguido equilíbrio estrutural, em agradável sonoridade.

 

Foi amigo e protector de António Aleixo, tendo-o apresentado a Tossan (António Santos), o artista plástico que haveria de levar o Poeta popular ao contacto com o Dr. Joaquim Magalhães, que o “empurrou” para a reunião da obra.

 

Fernando Laginha era um homem dividido entre o aspecto prático do seu dia-a-dia e o gosto pela poesia. Limitava-se a concorrer a diversos Jogos Florais (onde quase sempre arrebatava um prémio) e nunca pensou publicar os seus versos.

 

Faleceu com 56 anos. E a família, para evitar que a memória se perdesse, reuniu uma parte da sua obra em livro, publicado trinta anos depois e intitulado “Poemas – Fernando Laginha”.

 

LUís Horta.jpg Luís de Melo e Horta

Presidente da Mesa da Assembleia Garal do

Elos Clube de Tavira

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:30

Janeiro 14 2011

Modalidade – QUADRA

2ª. Menção Honrosa

 

Emoções de amor

 

Cantar amor? Já cantei.

Chorá-lo? Também o fiz.

E…quando o pranto sequei,

Novo amor fez-me feliz!

 

Maria Ruth de Brito Neto (Tavira)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 15:49
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Janeiro 13 2011

OS PINOS

 

 (*) de Eduardo Pondal(1835-1917)

 

Que dim os rumorosos

Na costa verdecente,

Ao raio transparente

Do prácido luar?

Que dim as altas copas

D'escuro arume harpado

C'o seu bem compassado

Monótono fungar?

 

Do teu verdor cinguido

E de benignos astros,

Confim dos verdes castros

E valeroso chão,

Não dês a esquecimento

Da injúria o rude rancor:

Desperta do teu sono,

Fogar de Breogão.

 

Os bons e generosos

A nossa voz entendem,

E com arroubo atendem

O nosso rouco som,

Mas só os ignorantes

E féridos e duros,

Imbecis e escuros

Não os entendem, não.

 

Os tempos são chegados

Dos bardos das idades,

Qu'as vossas vacuidades

Cumprido fim terão;

Pois, donde quer, gigante,

A nossa voz pregoa

A redenção da boa

Nação de Breogão.

 

http://www.youtube.com/watch?v=H8OuYDoRXb8

 

 

Notas: Esta é a letra do hino galego, cuja grafia antiquada (?) retoquei ligeiramente, para mais facilmente se confundir com a portuguesa. Não alterei vocábulos que não existam no Português corrente de Portugal. Destes, temos: "arume" = caruma, "harpado" = que parece uma harpa; "cinguido" = cingido, "encono" = medo (?), "fogar" = fogo, lar (em italiano: focolare), "Breogão" = nome dum mítico caudilho celta galego, "féridos" = feros. O galego em vez de "mas" (conj. adversativa) diz "mais", o que está etimologicamente correcto, pois tanto "mas" como "mais" provêm do latim "magis"

 

O poema de Pondal tem 10 estrofes, das quais só são cantadas no hino apenas as quatro primeiras. Por curiosidade, copio mais a 6ª e a 10ª:

 

À nobre Lusitânia

Os braços tende amigos,

Aos eidos bem antigos

Com um pungente afã;

E cumpre as vacuidades

Dos teus soantes pinos,

Duns mágicos destinos,

Oh, grei de Breogã!

 

Galegos sede fortes,

Prontos a grandes feitos;

Aparelhade os peitos

A glorioso afã;

Filhos dos nobres celtas,

Fortes e peregrinos,

Lutade pelos destinos

Dos eidos de Breogã.

 

Nota: "Eido" = aido = terreno, território, terra, quintal

 

 Joaquim Reis

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_dEFfkxl_TXU/S1h4bLGWZhI/AAAAAAAAARA/Tm9UB_jQ3qE/s320/RETRATO%2BDE%2BEDUARDO%2BPONDAL.jpg&imgrefurl=http://sinfoniadelaspalabras.blogspot.com/2010/01/en-defensa-de-la-lengua-gallega.html&h=292&w=267&sz=14&tbnid=gj3xFK8ZokB_cM:&tbnh=115&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3DEduardo%252BPondal&zoom=1&q=Eduardo%2BPondal&hl=pt-pt&usg=__IfC1iFfcRVgaS4mrKIWe88gzRJk=&sa=X&ei=-HcvTaCfMcnk4ga9nfyaCw&ved=0CEcQ9QEwCQ

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 21:58
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