Elos Clube de Tavira

Março 04 2010

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publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:40
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Março 04 2010


Abençoados os que possuem amigos,

os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede,

não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos,

os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala,

não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos,

os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos

que acreditam na tua verdade

ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram

por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem

por saber que os espinhos têm rosas!

 
 
Joaquim Maria Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis
Nascimento 21 de Junho de 1839
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 29 de Setembro de 1908 (69 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação romancista, contista, poeta, dramaturgo, cronista, crítico literário, teatrólogo
Magnum opus Memórias Póstumas de Brás Cubas
 
 
Assinatura Assinatura de Machado de Assis.gif
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:27
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Março 03 2010

 

 
 A "tourada do mar"
 
 
O Jornal “Lestalgarve” que à data se publicava em Tavira, inseria, na edição de 6 de Maio de 1985, uma notícia bastante pormenorizada, na qual dava conta de um Colóquio sobre a Pesca do Atum na Costa de Tavira, organizado pelo Elos Clube de Tavira.
 
Dela respigamos o essencial:
 
Na decorrência da sua actividade, o Elos Clube de Tavira promoveu um Colóquio que intitulou “A Pesca do Atum na Costa de Tavira”.(1)
 
Realizou-se na Escola Secundária de Tavira, tendo o vasto salão sido preparado para o Colóquio e para uma Exposição fotográfica e documental sobre esta actividade, com fotografias sobre o passado desta pesca, recortes de jornais com artigos de diversos autores, gráficos e apetrechos usados.
 
(…) A reunião foi dirigida pelo Vice-presidente do Elos Clube, Capitão Dias Pinto, coadjuvado por Luís Horta e Avelino Viegas, elementos da Direcção do ECT. Decorridas as formalidades e procedimentos elistas, foi iniciado o Colóquio, que teve como moderador o Doutor Carlos Sousa Reis, Professor da Faculdade de Ciências.
 
Foram ouvidos depoimentos de três práticos desta Pesca – o Mandador José Rodrigues Faleiro, o Preguiceiro José Pereira e o Interino António Marques dos Santos (2).
 
Tratou-se de interessante exposição que todos seguiram atentamente, sobre a experiência vivida outrora quando o atum e a sua pesca no tipo de “Armação” era uma constante, aquilo que é hoje um ex-libris tavirense. Os materiais usados nas grandes fainas piscatórias de outros tempos, os pormenores recolhidos em diversos escritos pelo mestre José Faleiro, um profissional cuidadoso e competente, capaz de dissertar horas a fio sobre as experiências vividas.
 
(…) Na segunda parte do Colóquio, depois de um “aperitivo”composto em exclusivo de vinhos licorosos da Adega Cooperativa de Tavira e frutos secos da região, entrou-se na parte dedicada à exposição de diversos técnicos da matéria.
 
Ainda sob a moderação de Sousa Reis, participaram na discussão o Dr. Manuel Carmo e Gomes, do Instituto Nacional de Investigação das Pescas, o 1º. Tenente José de Castro Centeno (3) e o Eng.º. Jorge Silva, do Instituto Hidrográfico.
 
Foi dada uma panorâmica geral acerca da pesca do atum, dos métodos de captura no passado e no presente, da actuação dos barcos japoneses, das armações espanholas, das razões que teriam levado ao afastamento desta espécie da sua antiga rota, da poluição, enfim, dados estatísticos muito interessantes e oportunos.
 
A assistência manifestou-se com várias e qualificadas perguntas, especialmente sobre a possibilidade de relançamento desta actividade nas águas territoriais de Tavira, já que o regresso de tal actividade bem poderia contribuir para um salto quantitativo e qualitativo, relativamente ao progresso do concelho de Tavira.
 
(…) A iniciativa dos elistas tavirenses foi muito positiva e meritória.
 
 Em termos globais, cremos que o assunto foi suficientemente alertado para que os organismos de investigação e controlo das pescas se debrucem a sério sobre ele, sem exclusão dos agentes económicos algarvios, designadamente de Tavira, que terão também um palavra a dizer sobre o atum, como importante vector económico desta região.
 
****
 
À distância destes 25 anos, e no âmbito deste registo em que se insere a série “Recordando…”, acrescento a referência de que se tratou da primeira iniciativa pública do Elos Clube de Tavira, que, dessa forma, deu visibilidade local e regional à sua existência como associação cultural.
 
De resto, é conveniente aduzir o facto da pesca do atum em armações fixas – na sua grande força desde o Marquês de Pombal e abandonada no final dos anos 70 do séc. XX – ter contribuído de uma forma definitiva para o desenvolvimento de Tavira. E de tal forma esta actividade se entrosou na história local, que toda a problemática do atum, para além dos seus contornos (evidentemente) económicos, se coloca num plano sociológico e cultural.
 
 Luís Horta
Presidente da Assembleia Geral
_____________
1 – Até ao final dos anos 60 do Século XX laboraram em Tavira 4 Armações fixas de atum – Medo das Cascas, Abóbora, Livramento e Barril.
2 – Mandador, Preguiceiro e Interino são, entre outras, designações dos responsáveis directos pelas diversas actividades de uma Armação de Atum.
3 – O tavirense José de Castro Centeno, hoje Capitão-de-mar-e-guerra na reserva, continua interessado no estudo do Atum, na sua evolução como espécie e na riqueza de que reveste a sua pesca.
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:16
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Março 02 2010

 

(1775 - 1842)

 

CONCERTO Nº 1 PARA PIANO E ORQUESTRA
 
 http://www.youtube.com/watch?v=n6XBAvLjGOk
 
 

 João Domingos Bomtempo, nasceu em Lisboa a 28 de Dezembro de 1775 e faleceu na mesma cidade a 18 de Agosto de 1842, sendo filho de Francisco Savino Buontempo que veio para Portugal, como tantos artistas italianos, para a orquestra real de D. José I, (aportuguesou o nome em Francisco Xavier Bomtempo) e de sua mulher D. Mariana da Silva. Em Outubro de 1836 casou com D. Maria das Dôres de Almeida, de quem teve descendência. Quando da sua morte, D. Maria II mandou fazer exéquias solénes na igreja dos Caetanos, executando-se, então, a missa que o falecido compusera, dedicando-a a Camões e o Liberta-me, que escrevera para as exéquias de D. Pedro IV. O seu funeral foi uma manifestação do grande aprêço em que era tido, sendo o seu corpo conduzido num coche da casa Real.

Deixou uma grande obra a que muitos críticos estrangeiros fazem lisonjeiras referências - missas, sonatas, cantatas, árias e fantasias para piano-forte, concertos, hinos, etc. Deve-se-lhe o desenvolvimento do gosto pela música no nosso meio, com a fundação da " Sociedade Filarmónica" que foi um dos sonhos da sua vida de artista. Escreveu também um " Método " para piano acompanhado de exercícios, livro este que foi o mais usado compêndio do seu tempo.

 

 

 

  Filho de Francisco Xavier Bomtempo, músico da câmara real com quem começou os seus estudos musicais (depois continuados na Irmandade de Santa Cecília), Domingos Bomtempo, foi mais uma figura da cultura portuguesa obrigada a procurar, para além das fronteiras pátrias, o reconhecimento do seu valor. Com 25 anos parte para Paris, onde cedo se impõe como virtuoso de piano. Alarga os seus horizontes intelectuais. Convive com o célebre Morgado de Mateus e com o grupo de liberais portugueses, exilados, onde pontificava o poeta Filinto Elisio. Conhece o compositor Clementi, a quem ficará sempre ligado por fortes laços de amizade. Ainda em Paris, estreia a sua 1ª Sinfonia, muito bem recebida pela crítica de então. A conjuntura dessa época - malogro das forças napoleónicas na Península Ibérica - torna pouco cómoda a situação dos portugueses em França e obriga-o a partir para Londres, onde também obterá grande sucesso como pianista, e mesmo como compositor. Clementi, também ali radicado e dirigindo uma editora musical, publica-lhe as obras, grande parte das quais vieram a lume com títulos ingleses.

 

Domingos Bomtempo não esquece o seu país e anima-o o desejo de proporcionar, aos seus compatriotas, as manifestações de civilização e cultura que testemunha no estrangeiro. Por duas vezes tenta fundar uma sociedade de concertos - Talvez influenciado pela criação, em 1812, da Philharmonic Society of London - que divulgasse o conhecimento e gosto pela música instrumental. 

A primeira tentativa (1814) esbarra irremediavelmente com a tacanhez do espírito lisboeta. 

Só em 1820, após a triunfante revolução liberal, consegue lançar os alicerces da desejada Sociedade Filarmónica, que dará ainda alguns concertos. Será sol de pouca dura. A contra-revolução e consequente tirania de D. Miguel perseguirá implacavelmente todas as manifestações de inteligência. Os concertos são proibidos, a Sociedade dissolvida e o próprio   Bomtempo obrigado a procurar asilo no consulado russo, onde permaneceu os cinco anos que durou o despotismo miguelista.  

A restauração da monarquia constitucional, em 1833, vem finalmente proporcionar a justiça devida aquele músico. Em 1835 cria-se o Conservatòrio de Música, de que será o primeiro director, cargo que conservará até à sua morte.  

Domingos Bomtempo foi, a todos os títulos, uma figura notável da história da arte em Portugal, ocupando, sem favor, lugar entre os grandes reformadores oitocentistas da cultura portuguesa. A sua obra, à frente do Conservatório foi inovadora e imbuída de uma modernidade notável para a sua época. Se não produziu, depois, melhores frutos, foi porque, infelizmente, não houve continuadores à sua altura. Como virtuoso de craveira internacional, Portugal só virá a ter figura comparável em Viana da Mota. Como compositor, grande parte da sua obra é desconhecida, o que torna difícil a avaliação exacta do seu talento. No entanto, e se outros méritos não houvesse que lhe atribuir - coube-lhe o papel histórico de ter sido o primeiro português a tentar as formas sinfónicas, quebrando uma tradição que muito diminuia a nossa cultura musical.

www.amsc.com.pt/musica/compositores/htm

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:06
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Março 01 2010

 

CIDADE VELHA DE SANTIAGO
 
 
Em 1520 foi erguido o primeiro pelourinho na ilha
 
A Cidade Velha localiza-se no concelho da Ribeira Grande de Santiago, a 15 kms a oeste da cidade da Praia (actual capital do país).
 
A 10 de Junho de 2009 foi classificada como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, após um concurso de votação pública, no qual participaram 27 monumentos edificados por Portugal no mundo.
 
Devido à sua rica história, manifestada por um interessantíssimo património arquitectónico, a 26 de Junho de 2009, a Cidade Velha foi considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
 
Esta foi a primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos e a primeira capital do arquipélago de Cabo Verde.
 
A cidade desenvolveu-se e foi capital até 1770 quando esta função foi transferida para a Praia de Santa Maria (actualmente, Cidade da Praia).
 
A Cidade Velha acolheu dois grandes navegadores: Vasco da Gama (1497), a caminho da Índia e Cristóvão Cólon (1498) aquando da sua terceira viagem para as Américas.
 
Em 1990, a Cidade Velha contava com 2.148 habitantes.
 
 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Construída em 1495 e por isso a mais antiga igreja colonial do mundo.
 
 
Ruínas da Sé
 
A Sé Catedral da cidade começou a ser construída em 1555 frente ao oceano. Foi atacada e totalmente danificada por piratas em 1712, tendo ficado em ruínas até à actualidade.
 
 
O Forte Real de São Filipe, que domina a cidade do alto de 120 metros, foi construído em 1590 para defender a cidade dos ataques de franceses e ingleses.
 
O Hospital foi edificado no ano de 1497 e constituiu o 6º elo da cadeia que uniu Tavira a Goa.
 
Henrique Salles da Fonseca
 
BIBLIOGRAFIA: Wikipedia
 
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:00

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