Elos Clube de Tavira

Fevereiro 09 2011

http://projecto-intercambio.blogspot.com/

 

http://vimeo.com/19570436

 

ESTAMOS À PROCURA DE PARCEIROS PARA O NOSSO PROJECTO !!

 

O Projecto Intercâmbio (PI) foi idealizado por crianças que frequentam o curso de Língua e Cultura Portuguesas (LCP) em Essen, Alemanha.

 

O seu objectivo é conhecer e interagir com outras crianças portuguesas, luso-descendentes e lusófonas, que morem em outros países e partilhem interesses semelhantes...

 

ESTAMOS À PROCURA DE PARCEIROS PARA O NOSSO PROJECTO!

 

Contacto: projectointercambio@gmail.com

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:10
Tags:

Janeiro 29 2011

 

 

Até 25 de março está aberto o período de receção de trabalhos concorrentes à edição de 2011 do Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil Prémio ‘Matilde Rosa Araújo’, organizado pela Câmara Municipal da Trofa com o apoio do Instituto Camões.

 

Em 2010, Amílcar, Consertador de Búzios Calados, do tenor Mário Alves, foi, entre os 450 contos concorrentes, o texto vencedor do Prémio Matilde Rosa Araújo’, o primeiro que foi tornado extensivo aos países de língua portuguesa, através de uma parceria com o IC.

 

Tal como no ano passado, os centros culturais portugueses e as suas extensões nos países de língua portuguesa – Luanda, Brasília, Praia, Mindelo, Bissau, Maputo, Beira, São Tomé, Príncipe e Díli – receberão nas suas áreas os trabalhos concorrentes, que depois são encaminhados para um júri de pré-seleção do município da Trofa.

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:41
Tags:

Janeiro 16 2011

 

 

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

 

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

 

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 17:34
Tags:

Novembro 01 2010

 

 

Sou um lusonauta viajoso muito além do letral

Muito além dos ancestrais que de Portugal

Foram semear suas galeras mundo afora

E desembarcaram na América de onde sôo agora

Sou um cristão novo que deixou a inquisição

Deixou a terra-mãe em pranto e enfrentação

Saiu fundar um novo Portugal ao sul do equador

Um lusonauta peregrino em paz, em luz e amor.

 

Um lusonauta que deixou a Ilha da Madeira

De ancestrais e foi ser luso em terra estrangeira

E sem negar a terra-mãe, a aldeia, o berçário, o chão

Foi lusonauta em terra, mar, lavoura e sertão

Sou português criado em terra distante do ninhal

Mas sendo o que sou ainda a trovar Portugal

E tenho a bandeira, o amor, a luz, a peleja e a fé

De ser um lusonauta em terras paulistas de Itararé!

 

.......................................................................................

 

Às Armas! Às Armas! - Ser Lusonauta é o meu país

Palavras; alma, paleta – internet como grafia e pincel

Se estou na terra em que tudo dá de maná a leite e mel

De Portugal a terra-mãe vem ao peito a iluminura matriz

Pois Portugal está no espírito altaneiro como uma asa, uma raiz

Em cravos de saudade pelo que por Portugal um trovador me fiz

 

 Silas Correa Leite

(Lusonauta de Portugal em Itararé, São Paulo, Brasil)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 19:04
Tags:

Outubro 31 2010

Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso, a voz do mar foi a da nossa inquietação.

 

 Virgílio Ferreira (1916 - 1996)

  

(Melo, 28 de Janeiro de 1916 — Lisboa, 1 de Março de 1996) foi um escritor português.

Embora formado como professor (veja-se a referência aos professores de Manhã Submersa e Aparição), foi como escritor que mais se distinguiu. O seu nome continua actualmente associado à literatura através da atribuição do Prémio Vergílio Ferreira. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Camões.

A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neo-realismo e o Existencialismo. Considera-se que Mudança é a obra que marca a transição entre os dois períodos.

 

in Wikipédia

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 20:53
Tags:

Outubro 25 2010

 

 

A UCCLA é um diamante em bruto”, afirma Miguel Anacoreta Correia

25 de Outubro de 2010

 

Miguel Anacoreta é o presidente de um diamante em bruto chamado União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa. A UCCLA, sigla que encerra toda essa designação, tem como missão manter viva a língua portuguesa mas não só.

 

É logo ali na rua abaixo depois do Largo do Rato, em Lisboa, que no edifício da UCCLA, o Presidente Miguel Anacoreta Correia apresenta o seu “diamante em bruto”. Na entrada, um mapa mundo em tons de azul dá as boas-vindas a quem chega até esta casa; na parede estão marcadas através de fotografias, todas as cidades pertencentes à União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa, de Timor-Leste a Brasília.

 

Para muitos, esta é uma união mais ou menos desconhecida. Contudo, as cidades que fazem parte da UCCLA e que beneficiam da sua acção reconhecem-na bastante. Na prática esta instituição tem uma forte componente social e cultural, nas palavras de Miguel Correia, " Nós montamos os projectos, isto tem uma montagem que é complexa e é preciso desenvolver o diálogo com a União Europeia, com o IPAD e com as cidades (…) os nossos apoios vão no sentido dos Objectivos do Milénio”

 

Actualmente a presidência da UCCLA está ao cargo de Salvador da Baia, embora no próximo ano, em Maio, aquando da Assembleia Geral, haja a possibilidade de passar para Angola.

 

Quanto à gestão do critério para entrar na UCCLA, Miguel Anacoreta Correia enfatiza a valor que as cidades têm nos dias de hoje: “Nós temos que explicar ao grande público que as cidades são muito importantes para os países, são o elemento mais importante de competitividade e que grande parte dos problemas passa por esses motores de desenvolvimento.”. Em última instância põe-se o problema quanto ao tipo de análise que deverá ser feita: “Se devemos limitar o numero para pudermos dar uma assistência pessoal aos problemas de cada cidade ou se pelo contrário, devemos ter uma estrutura mais ou menos aberta?”

 

A UCCLA é um diamante em bruto

 

Depois de ter tido um percurso profissional direccionado para outro lado, Miguel Anacoreta Correia afirma estar realmente satisfeito com o cargo que agora ocupa. Desde a criação da UCCLA a 28 de Junho de 1985 durante o mandato de Nuno Krus Abecassis – onde fizeram desde logo parte Lisboa, enquanto fundadora, Bissau, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.

 

Inicialmente tinha um relacionamento institucional com as cidades, neste momento a sua acção é bastante mais alargada, especialmente aos campos culturais e sociais.

 

A UCCLA engloba hoje 29 cidades e algumas dezenas de empresas, mas o seu actual universo de 30 milhões de pessoas poderá em breve ser alargado perante a perspectiva de novas e importantes adesões, já em adiantada preparação.

 

Quem é Miguel Anacoreta Correia?

 

Antes de mais é um português nascido a 1 de Janeiro de 1944. O seu percurso académico passou pela Engenharia Civil, tendo-se especializado no sector dos Transportes. Fez parte do Governo de Sá Carneiro ao ser deputado e Secretário de Estado dos Transportes no VI Governo Constitucional e foi Secretário de Estado da Defesa Nacional no VII Governo Constitucional. A nível partidário, foi Vice-presidente do CDS. Além disso, Miguel Correia foi Alto Funcionário da União Europeia, no quadro das relações com os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico) e Director para a América Latina.

 

Nos dias que correm é Conselheiro de Estado por designação do Presidente da Repúblics, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva e consultor na área de Transportes. Em Março de 2009 assumiu o cargo de Secretário Geral da UCCLA.

 

25ª Aniversário da UCCLA

 

Para comemorar o 25ª aniversário da UCCLA vai decorrer no Teatro Tivoli, em Lisboa um espectáculo “A viagem do fado”. Ao palco do Tivoli vão subir: grupo Alma de Coimbra, António Zambujo, Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Edu Miranda, Jon Luz, Lura, Luanda Cozetti, Pedro Jóia, Rão Kyao, o Quarteto Dzvin+Juan e Graciana, Raquel Tavares, Sónia Shirsata e Toy Vieira, que serão acompanhados pelos músicos Ricardo Cruz, Carlos Manuel Proença, Carlos Martins e José Manuel Neto.

 

@Eliana Silva

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1101237.html

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 15:41
Tags:

Julho 24 2010

 

 

«VIII CONFERÊNCIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Luanda, 23 de Julho de 2010

 

DECLARAÇÃO DE LUANDA

 

1. Os Chefes de Estado e de Governo de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil e o Vice Primeiro-Ministro de Timor-Leste, reuniram-se na VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Luanda, no dia 23 de Julho de 2010.

 

(...)

 

6. No âmbito da concertação política e diplomática, realçaram:

i) A necessidade da CPLP consolidar a sua projecção internacional, através do reforço da actuação conjunta, tendo em vista a promoção da mundialização da língua portuguesa e designadamente a sua introdução em Organismos Internacionais, bem como a sua utilização efectiva naqueles Organismos em que o português já é língua oficial ou de trabalho, a fim de se implementar o Plano de Acção de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projecção da Língua Portuguesa, recomendado pela VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros, realizada no dia 31 de Março passado, em Brasília

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:41
Tags:

Julho 24 2010

 http://2.bp.blogspot.com/_ouecRM74v-k/SY9NcXUnqMI/AAAAAAAAARw/lUmt8QRM6KE/s1600/Carmen_Miranda-006.jpg

 

 

Cármen Miranda, a Pequena Notável, que Portugal está revendo em grande exposição, em Lisboa, está sendo vítima de trapalhadas americanas.

 

Dela falamos em crónica, anterior: Carmen Miranda no Panteão da Lusofonia (clique) http://www.portaldalusofonia.com.br/carmemmirandapanteao.html

 

Como quase tudo que é brasileiro e português, os herdeiros dos direitos da imagem da célebre cantora e artista, e os seus amigos, não souberam divulgar o nome como merece, mantendo-a viva na alma do povo.

 

Herdeiros?! Artista deveria ser declarado Património Imaterial Nacional. A Nação deveria zelar por seu nome, sua imagem e sua divulgação.

 

Rui Castro escreveu a melhor biografia de Cármen Miranda, que podia ser mais cuidada. Assim mesmo valeu.

 

Agora, um americano quer fazer um filme da artista. Boa ideia?! Talvez, desde que respeite a identidade da personagem. Parece não ser o caso. A figura brasileira de Carmen Miranda, desde o título, está passando, por dançarina Cubana ou Mexicana, que fala espanhol, como diz Rui Castro. Ao menos o roteiro do filme é uma afronta à Lusofonia. O nome previsto do filme é “Maracas” que tem pouco a ver com a artista. Carmen Miranda, como bailarina Cubana ou Mexicana?! Nunca. Nada contra os Cubanos ou contra os Mexicanos. Apenas a cada um o que é seu. Carmen Miranda é nossa. É património da Lusofonia. É uma artista de primeira grandeza. Quem a conhece, sabe.

 

Infelizmente, os americanos não conhecem o Brasil e os Brasileiros. De América Latina só conhecem seus vizinhos mexicanos e cubanos. A Lusofonia não chegou aos EUA. Lastimavelmente. Carmen Miranda precisa ser lembrada, com sua identidade autêntica, falando português...

 

O cineasta pode fazer a artista a seu modo, desde que respeite o modo de ser dela mesma.

 

Que os herdeiros e guardiões do nome de Carmen Miranda e da sua imagem saibam exigir do cineasta americano respeito à história da artista e respeito à Lusofonia. Isto é essencial. Que saibam fazer reviver Carmen Miranda e já terão um grande mérito. Se o americano quer fazer o que os empresários do ramo, no Brasil e em Portugal, não conseguem fazer: Um Grande Filme de Arte sobre Carmen Miranda, que seja bem-vindo o americano. Mas que seja bem assessorado para não falsear a identidade de nossa artista.

 

Carmen Miranda, há muitos anos, deveria estar nas telas, com todo o seu peso, valor e sedução. É uma artista descomunal, para quem souber ver fundo, semioticamente o que ela representa em nosso espírito, em nossa alma e em nossa cultura. Carmen Miranda é uma marca indelével da brasilidade, naquilo que o brasileiro tem de melhor e de eterno, sem as banalidades que lhe atribuem.

 

Há outro projecto, no Brasil, para levar a história de Carmen Miranda às telas. Mas não prossegue. Compromissos devem ter prazos de validade... Que façam quantos filmes quiserem, desde que sejam leais à artista, aos seus valores e à Lusofonia e tenham qualidade digna de se ver.

 

Essa deveria ser a norma.

 

  J. Jorge Peralta

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:52
Tags:

Fevereiro 10 2010

   

Há bem poucos anos, principalmente depois de a língua portuguesa ter sido declarada língua oficial dos seis novos Estados que antes eram províncias ultramarinas portuguesas, que em vários sectores, tanto públicos como privados, vem sendo frequentemente usada a palavra Lusofonia, palavra essa que não era usada por quem quer que fosse e nem aparecia em qualquer dos múltiplos dicionários de língua portuguesa, publicados até, pelo menos, meados do último século.
 
Entretanto, foram aparecendo as necessárias estruturas organizativas como sejam a título de exemplo, a CPLP, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, a União das Cidades Capitais Luso-Áfrico-Américo-Asiática, o recém-constituído Instituto de Cultura Lusófona com sede em Itabira, Brasil, a Associação Etnia com sede em Cabo Verde, tendo em vista o desenvolvimento e a plena vivência da Lusofonia.
 
E o que significa então e qual o alcance e razão de ser dessa nova palavra Lusofonia?
 
Etimologicamente Lusofonia significa fala dos lusos, fala dos portugueses. Mas em Lusofonia cabem todos quantos habitualmente falam, escrevem, pensam e em português comunicam com os demais, qualquer que seja o lugar ou o país em que se encontrem. Lusofonia, como se refere no Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia de Ciências de Lisboa publicado em 2001, é também a “qualidade de ser português. O que é próprio da língua e da cultura portuguesa. Comunidade formada pelos povos que têm o português como língua materna ou oficial. Difusão da língua portuguesa no mundo”.
 
Lusófonos seremos, portanto, todos nós quantos, falando a língua de Camões, sentimos que algo temos em comum, de idêntico mas também de diferente de todos os outros que habitualmente falam outra língua e com ela se identificam. E assim Lusofonia não poderá deixar de ser um diálogo em língua portuguesa, um intercâmbio de povos e de culturas que há séculos, muito têm de comum e cujo principal elo ou suporte é precisamente essa secular língua que todos nós falamos.
 
Mas por Lusofonia poderemos também entender o conjunto dos oito países de língua oficial portuguesa e suas correspondentes identidades culturais, países que de certo modo têm um passado comum. E nesse conceito poderemos também incluir algumas regiões em que a língua portuguesa é também utilizada como língua materna ou de património e nessa mesma Lusofonia devemos ainda incluir todos aqueles que a residir em qualquer parte do mundo, consideram como sua própria língua a língua portuguesa e através dela comunicam uns com os outros.
 
Lusofonia é desse modo “uma pátria comum onde as diferenças se completam numa unidade de iniciativas em face da pressão cada vez maior da globalização, impedindo assim os efeitos descaracterizadores desta, preservando e valorizando o que cada país sozinho não podia realizar, sobretudo em fóruns internacionais” (Fernando Cristóvão, Da Lusitanidade à Lusofonia, pgs. 109).
 
Lusofonia, terá assim de ser um diálogo, uma convivência, um constante intercâmbio em língua portuguesa, tendo na base como argamassa e como elo que a todos nós une, a secular cultura lusíada, no entendimento de que as suas verdadeiras raízes estão justamente nos descobrimentos dos portugueses nos séculos XV e XVI, numa altura em que a língua portuguesa, a primeira a chegar às costas de África, passou a ser e foi durante largas dezenas de anos, a principal língua de comunicação internacional entre todos os povos do mundo, muito antes das línguas francesa e inglesa que só vieram a sê-lo muito anos depois.
 
E é obrigação de todos nós quantos nos consideramos lusófonos, ante a cada vez mais insistente e por tantos outros desejada globalização, defender a Lusofonia, começando por defender e se possível exigir aos oito países de língua oficial portuguesa uma eficaz vontade política de aproximação, de cooperação, de intercomunicação cultural e até mesmo económica e de unidade entre todos eles, tendo precisamente em vista e para bem de todos, a defesa da referida Lusofonia.
 
Para tanto e como por muitos vem defendido, importa também combater e impedir certas confusões com outras línguas, designadamente com a castelhana, evitando que a língua portuguesa possa ser considerada por alguns, verdadeiros ignorantes, e já o tem sido, uma língua dependente dela ou um seu simples dialecto, como o poderão ser, por exemplo, as línguas galega, catalã e a basca.
 
Por outro lado, todos os países de língua oficial portuguesa deverão defender e promover a colocação de professores de português e a criação de leitorados em todos os países, regiões ou cidades em que existam colónias de povos de língua oficial portuguesa, sem atentar nas suas cores de pele, na sua religião e nas particularidades das suas culturas, a todos concedendo, especialmente aos jovens, o direito de frequentarem gratuitamente aulas de português e de cultura lusíada.
 
E também por muitos tem sido defendido que a todos nós ditos lusófonos e a todas as agremiações de falantes de língua portuguesa e principalmente a todos os oito países de língua oficial portuguesa, incumbe o dever de promover a defesa, a expansão e o prestígio da nossa língua, patrocinando a publicação, a tradução e difusão por todo o mundo de obras literárias e mesmo científicas e artísticas, de importantes, consagrados e conhecidos autores de língua oficial portuguesa.
 
Actuando por este modo em defesa da Lusofonia, defendemo-nos a nós próprios falantes da língua portuguesa, defendemos a nossa identidade de pessoas e de povos, o nosso modo de ser e de estar no mundo e impedimos que outras culturas e outros povos nos subjuguem e nos dominem cultural e economicamente ou mesmo politicamente, como alguns ostensiva e claramente defendem.
 
Lisboa, 26 de Fevereiro de 2009
 
O Presidente do Elos Internacional*
  Alcindo Augusto Costa
 
 

* - Na Convenção do Elos Internacional realizada em Lisboa em Outubro de 2009 foi eleita a CE Maria Inês Botelho para o exercício da presidência do Elos Internacional


 

 
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 13:27
Tags:

mais sobre mim
Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


pesquisar
 
blogs SAPO