Elos Clube de Tavira

Dezembro 16 2010

 

 

Memórias! …Nada mais, sombrios monumentos?

Saudades? …Oh, não basta, homéricos vestígios!

Remorsos? …mas são vis e estéreis os lamentos!

Esperança! – eis o segredo, a vara dos prodígios!

 

Nós somos do passado a tímida memória,

Buscando os seus avós no palmeiral funéreo

Que apenas sobre-doira um ténue alvor de glória,

Como de fátua luz se esmalta um cemitério.

 

Mas se o formoso Sol que a minha mente sonha,

Não rompe a serração nem calma adversos ventos;

Roubando-nos à luz poupai-nos à vergonha!

Caíde sobre nós, heróicos monumentos.

 

Pangim, 7 de Maio de 1870

 

Tomaz Ribeiro

 

 (*)

 

Tomaz António Ribeiro Ferreira (Parada de Gonta, Tondela, 1 de Julho de 1831 — Lisboa, 6 de Fevereiro de 1901), mais conhecido por Tomás Ribeiro, foi um político, publicista, poeta e escritor ultra-romântico português. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia durante pouco tempo, pois cedo enveredando pela carreira política. Membro destacado do Partido Regenerador, foi Presidente da Câmara Municipal de Tondela, Deputado, Par do Reino, Ministro da Marinha, Ministro das Obras Públicas e Governador Civil dos distritos de Braga e do Porto. Foi ainda secretário-geral do governo da Índia Portuguesa e embaixador de Portugal no Brasil. Eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa foi presidente da sua Classe de Letras. Escritor e jornalista multifacetado, Tomás Ribeiro deixou uma obra vastíssima. Foi pai da poetisa Branca de Gonta Colaço e avô do escritor Tomás Ribeiro Colaço

 

In Wikipédia

 

(*) http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_Ribeiro

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:25
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Dezembro 09 2010

(*)

 

Assim se canta ainda hoje em português na «Roma do Oriente», Goa

 

http://www.youtube.com/watch?v=xG12Aryiwmw&feature=player_embedded

 

 

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/01/52/60/47/goa.jpg&imgrefurl=http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g297604-d1537863-Reviews-Churches_and_Convents_of_Goa-Goa.html&usg=__kSBernjivc_CdvkEHC0CuM2jE6w=&h=412&w=550&sz=44&hl=pt-pt&start=229&zoom=1&tbnid=W1N5090wxpk4KM:&tbnh=167&tbnw=225&prev=/images%3Fq%3Dgoa%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C10917&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=541&vpy=134&dur=8268&hovh=194&hovw=259&tx=134&ty=115&ei=qhsBTbr6CNSy8QOyqZCbCA&oei=IRsBTdf8LoKxtAb7_-H0Dg&esq=20&page=20&ndsp=12&ved=1t:429,r:6,s:229&biw=1007&bih=681

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:05
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Dezembro 04 2010

 

 (*)

 

 

O III Festival de Cinema Lusófono decorreu de 13 a 16 de Novembro no Auditório do Colégio Chowgule em Margão. Foram exibidos filmes de realizadores angolanos, portugueses e brasileiros retratando os contextos histórico-culturais de grande parte do espaço lusófono.

 

No dia 16 foram projectadas a curta-metragem de animação «A Flor Mais Grande do Mundo» do realizador galego Pancho Casal baseado num conto infantil de José Saramago e o filme «Blindness» do brasileiro Fernando Meireles, sessões especiais de homenagem ao Nobel português que completaria nesta data 88 anos.

 

Tratou-se de uma iniciativa do CLP/Instituto Camões em colaboração com o Centro de Língua e Cultura Portuguesa do Smt. Parvatibai Chowgule College de Margão.

 

In http://www.instituto-camoes.pt/india/iii-festival-de-cinema-lusofono-margao-goa.html

 

 (*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://farm2.static.flickr.com/1230/1424701194_f2373f2540.jpg%3Fv%3D0&imgrefurl=http://www.reviewgoa.com/%3Fauthor%3D13%26paged%3D28&usg=__l6fdvSyHK6hUpIn4iRvkdgg081I=&h=375&w=500&sz=138&hl=pt-pt&start=32&zoom=1&tbnid=2Irm610q6HWKPM:&tbnh=165&tbnw=237&prev=/images%3Fq%3DMarg%25C3%25A3o%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C1123&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=325&vpy=297&dur=4072&hovh=194&hovw=259&tx=127&ty=119&ei=mVn6TMapAZWL4gbV1fmUBw&oei=eln6TJ-pCoSohAeX_ayrBw&esq=4&page=3&ndsp=12&ved=1t:429,r:5,s:32&biw=1007&bih=681

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 15:05
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Novembro 18 2010

 

 

(para quem sabe inglês)

 

Despedida do Navio da Armada Portuguesa "NRP Sagres" por cidadãos de Vasco de Gama.

 

http://nizgoenkar.blogspot.com/2010/11/magnificient-diplomatice-send-of-to.html#more

 

as fotografias

 

http://www.youtube.com/watch?v=ygMquUiFg8E

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:28
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Outubro 23 2010

 

 

Manu, o primeiro legislador da Índia, compilou as suas leis em doze livros:

 

1º - Da criação do Mundo;

2º - Dos sacramentos e do noviciado;

3º - Do casamento e deveres do chefe de família;

4º - Dos meios de subsistência e preceitos;

5º - Das regras de abstinência e purificação das mulheres;

6º - Dos deveres do joguy (anacoreta e devoto ascético);

7º - Do comportamento dos reis e da classe militar;

8º e 9º - Do ofício dos juízes, deveres da classe comercial e servil, leis civis e criminais;

10º - Das castas mestiças;

11º - Das penitências e expiações;

12º - Da transmigração das almas e beatitude final.

 

Os 8º e 9º foram traduzidos para português por José de Vasconcellos Guedes de Carvalho, bacharel em Direito formado pela Universidade de Coimbra e futuro Visconde de Riba Tâmega, tradução esta que foi publicada em Panjim no ano de 1859. Teve esta tradução como objectivo a aplicação transitória do respectivo conteúdo nas Novas Conquistas até que a legislação genuinamente portuguesa (já então aplicada nas Velhas Conquistas) ali fosse sendo progressivamente introduzida.

 

Eis o que a páginas 129 e seguintes nos relata A. Lopes Mendes no primeiro volume da sua monumental obra A ÍNDIA PORTUGUEZA – Breve descripção das possessões portuguesas na Ásia:

 

«Para se fazer ideia da pouca ou quase nenhuma consideração dada à mulher nas Novas Conquistas, podem ver-se no respectivo código dos usos e costumes, quando tratamos do casamento gentílico, os artigos seguintes: “Art. 7º As viúvas entre os gentios, sejam púberes, sejam impúberes, não podem casar-se; e quando alguém toma uma viúva para fazer com ela vida de casado (e chama-se então mulher do pano), esta união não tem efeitos de matrimónio, nem os filhos daí nascidos podem ser reputados legítimos para qualquer efeito civil ou religioso”.

 

 

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Manu

 

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:14
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Outubro 14 2010

 (*)

Palácio do Hidalcão, Pangim - Goa

 

Palácio do Governo – Este palácio tinha sido nos primitivos tempos uma fortaleza do Hidalcão ou Hidal-Kan, que D. António de Noronha, sobrinho de Afonso de Albuquerque, conquistou pela primeira vez aos mouros em 15 de Fevereiro de 1510.

 

Foi nas proximidades desta fortaleza, entre Panjim e a Penha de França, que o grande Afonso de Albuquerque veio postar-se com a sua frota no Mandovi em 31 de Maio desse mesmo ano.

 

Decorridos alguns dias, o Hidal-Kan, sabedor de que os portugueses por falta de alimentos já iludiam a fome comendo ratos e o couro dos baús, mandou-lhes oferecer víveres e refrescos e participar que pelas armas queria vencer seus inimigos e não pela fome. Ouvindo esta ironia pungente, Afonso de Albuquerque mandou expor na tolda uma quartola de vinho e algum biscoito, que tinha reservado para os doentes, a fim de que os inimigos vissem que ainda não estavam na extrema penúria e respondeu aos embaixadores do Hidal-Kan o seguinte: Dizei ao vosso Senhor que eu lhe sou obrigado mas que não receberei os vossos presentes senão quando formos amigos.

 

Depois disto, como a frota de Albuquerque estivesse recebendo contínuo dano da artilharia da fortaleza, numa madrugada atacou denodadamente a guarnição, reforçada na noite antecedente com mais quinhentos homens e tomou a fortaleza matando cento e quarenta dos inimigos e perdendo apenas um dos seus, afogado no Mandovi.

 

No mesmo dia e ao mesmo tempo toma também de assalto o baluarte de Bardez – Reis Magos – e retira-se com a artilharia, munições de guerra e de boca, que encontrou em ambas as fortalezas, para quatro meses depois voltar a reconquistá-las em 25 de Novembro, dia de Santa Catarina.

 

O Conde da Ega foi o primeiro Vice-Rei que fixou a sua residência (em Dezembro de 1759) no palácio de Panjim, no qual continuaram e continuam a residir os seus sucessores.”

 

In A ÍNDIA PORTUGUEZA – breve descripção das possessões portuguesas na Ásia, Vol I, A. Lopes Mendes, pág. 97 e seg.; B.R. Publishing Corporation, Delhi, first published 1886, reprinted 2006

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.embajadadeportugal.com.uy/Portugues/images/hidalcao.jpg&imgrefurl=http://www.embajadadeportugal.com.uy/Portugues/historia.htm&usg=__DgcG1w7E8eadYwvAVcpxwTPX1A0=&h=167&w=300&sz=22&hl=pt-pt&start=0&sig2=_2GnsijztY67aD1OGHDcTA&zoom=1&tbnid=b5i0CcyrHp0IpM:&tbnh=102&tbnw=184&ei=KimvTOqwO47KjAeN8ZTKDw&prev=/images%3Fq%3DPal%25C3%25A1cio%252Bdo%252BHidalc%25C3%25A3o%252BGoa%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1003%26bih%3D551%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=513&oei=FSmvTPfgD6mG4gaEo_S8Bg&esq=6&page=1&ndsp=14&ved=1t:429,r:0,s:0&tx=90&ty=58

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:38
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Outubro 11 2010

 

 

“(…) Até aos fins do século XIV os povos de Goa estiveram sujeitos ao domínio dos soberanos hindus da dinastia Cadame, tributários dos imperadores do Bisnagar.

 

Mais tarde (não se sabe precisamente o ano) os árabes, que em 1053 se haviam estabelecido em Goa, convidados por Zaquexy Cadame, senhoriaram-se dela e tornaram-se independentes. Foi este o primeiro governo estrangeiro que tiveram estes povos, apesar das muitas invasões que já então o Industão havia sofrido.

 

Em 1404 foram os árabes expulsos e Goa passou outra vez para os hindus, sob o poder de Vir Ari Har Rajah, chefe de Bisnagar, que a uniu aos seus estados. Assim continuou até que em 1479, sublevando-se os povos de Onor contra os maometanos ali residentes, e expulsando-os, um grande número dos mouros expulsos, capitaneados por Melique Oum, senhoriaram-se de Goa e ali fundaram um novo estado e governo.

 

Em 1491 Issuf Idalxá, da nação Patane e rei de Visiapur, estendeu os seus domínios até Goa e deu-lhe por governador seu filho o príncipe Xahajad, mais conhecido por Subayo Dal-Kan.

 

Tinham decorrido dezanove anos desde a conquista do Concão pelo Idalxá ou Hidal-Kan, quando Afonso de Albuquerque foi conquistar Goa no ano de 1510, substituindo então o domínio português ao dos mouros.

 

 (*)

 

Afonso de Albuquerque tratou benevolentemente os gãocares – senhores da terra – que lhe prestaram preito e homenagem; garantiu-lhes as imunidades e regalias das suas gaumponas ou comunidades agrícolas, ficando eles contribuindo para o Estado somente com dois terços dos foros e tributos que pagavam ao Subayo Dal-Kan. (…)”

 

In A ÍNDIA PORTUGUEZA – Breve descripção das possessões portuguezas na Ásia, Vol I – A. Lopes Mendes – B. R. Publishing Corporation, Ltd Delhi-110052. First Published: 1886; Reprinted: 2006, pág. 64 e seg

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.osbelenenses.com/portal/belenenses/_specific/public/allbrowsers/images/history/AA2.jpg&imgrefurl=http://www.osbelenenses.com/portal/belenenses/_specific/public/allbrowsers/asp/projuhistory.asp%3Fstage%3D2%26id%3D16%26name%3DFunda%25C3%25A7%25C3%25A3o&usg=__IA09EsHQeaPU9ArCWTvvUx1y_3Y=&h=640&w=480&sz=83&hl=pt-pt&start=0&sig2=m4Wt9k_bBB6WtvqG2OwDJA&zoom=1&tbnid=nqYzDNCWiVz1YM:&tbnh=128&tbnw=89&ei=2AmzTNPTLqqI4gbk6MjGBg&prev=/images%3Fq%3DAfonso%252Bde%252BAlbuquerque%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1003%26bih%3D551%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=724&vpy=197&dur=2250&hovh=259&hovw=194&tx=184&ty=133&oei=2AmzTNPTLqqI4gbk6MjGBg&esq=1&page=1&ndsp=23&ved=1t:429,r:14,s:0

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 13:53
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Maio 08 2010

ESPERANÇA

 

Sonho com aquelas andorinhas

Que pela aurora ao raiar

Batendo suas asas escurinhas

Vão novos climas buscar!

 

Das tardes: tenho lágrimas mudas que não choram.

Da manhãzinha ando a cantar!

Tenho a dor pelos tristes que ficam

Sem sol, sem ninho, sem par!

 

Deixai-me ser aquela finória ave emigrante

Ansiosa p'ra viajar

Ir noutro clima distante

E numa palmeira arrulhar!

 

Assim o poente e o levante me inspiram

Carecem a minha alma para amar!

Mais ai! Das almas que ficam

Sem sol, sem ninho, sem par!

 

Quero Esp'ranca a toda hora

 

Correr nas nuvens e pelo mar

Em busca do Ideal, embora

Canse o peito, falte o ar!

 

Assim os meus suspiros embarcam

 

Sobem aos céus, a trinar.

Bem basta os tristes que ficam

Sem sol, sem ninho, sem par!

 

 Berardo Pinto Pereira

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.colaco.net/berardo1.jpg&imgrefurl=http://www.colaco.net/1/berardo.htm&usg=__9aLeQhHXaU_9otEbf97iGakSXSA=&h=100&w=87&sz=4&hl=pt-PT&start=2&um=1&itbs=1&tbnid=XVNRU2U7XjI2CM:&tbnh=82&tbnw=71&prev=/images%3Fq%3DBerardo%252BPinto%252BPereira%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26tbs%3Disch:1

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 13:45
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Março 14 2010

 

 
 Basílica do Bom Jesus - Goa
 
«Mando de despedida» pela fadista portuguesa Maria Ana Bobone aquando de recente visita a Goa
 
http://www.youtube.com/watch?v=0iBj0Of_5Ns

 

 

 
«Mando» – género de canção típica de Goa
 
 

 

 

Também no futebol há goeses que saem à rua a «torcer» por Portugal

 

 
 
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:16
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