Elos Clube de Tavira

Setembro 15 2010

 

 

Porque nasci ao pé de quatro montes,

Por onde as águas passam a cantar

As canções dos moinhos e das fontes,

Ensinaram-me as águas a falar…

 

Eu sei a vossa língua, água das fontes…

Podeis falar comigo, águas do mar…

E ouço, à tarde, os longínquos horizontes

Chorar uma saudade singular…

 

E, porque entendo bem aquelas mágoas

E compreendo os íntimos segredos

Da voz do mar ou do rochedo mudo,

 

Sinto-me irmão da luz, do ar, das águas,

Sinto-me irmão dos íngremes penedos

E sinto que sou Deus, pois Deus é tudo…

 

 Cândido Guerreiro

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Dotado de uma personalidade multifacetada, Cândido Guerreiro foi um poeta de grande sensibilidade artística, político distinto e notável jornalista. Francisco Xavier Cândido Guerreiro (Alte, 3 de Dezembro de 1871 — Lisboa, 11 de Abril de 1953), foi advogado, dramaturgo e poeta pós-simbolista. Formou-se em direito na Universidade de Coimbra em 1907. Foi notário em Loulé e em Faro.

Este poeta, que fez parte do grupo da "Renascença Portuguesa” foi também, presidente das Câmaras Municipais de Loulé e de Faro no período compreendido entre 1923 a 1941.

O seu "Auto das Rosas de Santa Maria”, foi pela primeira vez representado em 1940, com música de Francisco Fernandes Lopes.

Em Alte, terra natal do poeta, existe uma escola designada "Escola Profissional Cândido Guerreiro" em sua homenagem. A sua casa de Faro está em vias de Classificação pelo IPPAR.

Destacou-se pelos seus valores éticos, de dignidade e honestidade. Pugnou, isento de contrapartidas pessoais, pelo desenvolvimento e modernização de Loulé, nomeadamente na construção da Avª José da Costa Mealha. Mas a honestidade em política paga-se caro, em especial quando se detém algum poder e mérito. Por isso se retirou para Faro em 1923 onde exerceu o cargo de Notário até atingir o limite de idade em 1941 e aqui lhe foi prestada uma homenagem a que se associou o Algarve inteiro.

Segundo David Mourão Ferreira, a sua escrita destacou-se pelo apuro irrepreensível dos  sonetos.

Da sua Aldeia que amava, nunca conseguiu afastar-se, recusando até um cargo diplomático no estrangeiro para o qual tinha sido indigitado pelo Governo da República.

Entre 1895 e 1941 publicou 12 livros de poesia, um dos quais o “Auto das Rosas de Santa Maria (1940).

 

 

 Luís de Mello e Horta

Presidente da Mesa da Assembleia Geral do

Elos Clube de Tavira

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:21

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