Elos Clube de Tavira

Fevereiro 09 2010

 

 
Biénio 2010 – 2011
 
  • Senhor Presidente da Mesa da Assembleia-geral, ilustre Companheiro Luís Melo Horta;
  • Muito Estimada minha Antecessora, Companheira Professora Isabel Fernandes Dias;
  • Muito Estimado Companheiro Dr. Jorge Correia, nosso Decano;
  • Muito Estimado Companheiro Vieira da Motta, novo Presidente do Conselho Fiscal;
  • Prezados Companheiros;
  • Minhas Senhoras;
  • Meus Senhores:

 
PORTUGAL – eis um dogma dos que falam na nossa tribuna.
 
Grande honra, a que sinto neste momento e, em conformidade com a fórmula oficial,
 
DECLARO SOLENEMENTE DESEMPENHAR COM LEALDADE AS FUNÇÕES QUE ME SÃO CONFIADAS.
 
Confiadas por Vós, Prezados Companheiros, no passado mês de Novembro por certo num espírito de evolução no desenvolvimento do nosso Clube, mas também no da Lusofonia não só no âmbito restrito da nossa jurisdição objectiva mas também naquela outra dimensão global que da foz do Gilão os nossos antepassados geraram a partir do ano de 1415. Sim, poderá ter sido em Sagres que os sábios se reuniram em torno do Infante D. Henrique mas foi de Tavira que zarparam os primeiros que ousaram alargar a Fé e o Império. E fizeram-no numa dimensão de heroicidade em que as nossas mais sentidas homenagens só poderão assumir verdadeiro significado se estivermos à altura de lhes seguir o feito; na nossa época já não com a espada numa mão mas seguramente com a pena na outra; e por certo com essa grande expressão da paz que hoje é a língua portuguesa. Esta nossa nova «arma» posta de novo em contacto com todos aqueles que Portugal um dia, algures na História e no mundo, governou, que por lá ficaram a defender os valores que lhes legámos (língua, religião e genes) e que mantêm o sonho do reencontro com a História que lhes foi adversa. Mas nós estamos por certo bem a tempo de com ela os levarmos a fazerem as pazes.
 
Este restabelecimento de laços é seguramente um dos mais nobres desígnios do Movimento Elista e não me restam dúvidas de que a tal tarefa todos nos continuaremos a dedicar de alma e coração. Tratemos, pois, do adensamento da malha lusófona ao longo deste mundo novamente globalizado; dêmos-lhe a dimensão humanista tão característica dos nossos Valores; chamemos de volta ao nosso convívio os que por nós aguardam – alguns, há séculos.
 
Mas a função que nos cabe de intensificação das relações lusófona tem que contar com um núcleo central de grande mérito, capaz de gerar valores que a outros sirvam de exemplo. Eis por que nos cumpre criar as condições para que possamos – nós, o Elos Clube de Tavira – ser considerados um efectivo instrumento do desenvolvimento local; uma instituição com que se possa contar para a implementação de acções de expressão cultural e, de um modo geral, para tudo o que conduza à valorização da nossa mais preciosa riqueza, as Pessoas. Nesta matéria cumpre-me a todos pedir a disponibilidade individual de modo a que a disponibilidade do grupo seja uma realidade efectiva com que a cidade possa contar. E aqui vem inquestionavelmente à colação agradecer ao nosso muito querido Companheiro Decano Dr. Jorge Correia a quem devemos a instalação do ensino secundário oficial em Tavira. Foi graças ao Dr. Jorge Correia que passou a ser possível abrir horizontes, olhar com esperança para o futuro. Eis que nos cumpre hoje perguntarmo-nos se, neste futuro então desenhado e em que actualmente nos encontramos, sabemos honrar as esperanças de quem o desenhou…
 
Qual a cor da bandeira que havemos de hastear quando o último analfabeto adulto provar que sabe escrever?
 
Teremos nós hoje a capacidade de concretização do passo em frente que sentimos necessário?
 
Como poderemos ser parte inequívoca do movimento que eleve Tavira a comunidade lusófona exemplar em grande progresso, calorosa fraternidade e sentimento de profunda responsabilidade geracional?
 
Eis alguns itens para a imperiosa reflexão que urge cumprir a fim de resolutamente avançarmos no cumprimento da missão que a cidade tem a obrigação de nos exigir.
 
Minhas Senhoras e meus Senhores;
Prezados Companheiros:
Neste momento em que se inicia uma nova etapa na vida do Elos Clube de Tavira, saúdo os novos membros do nosso Clube e do Movimento Elista e saúdo igualmente todos os que me acompanharam na tomada de posse mas noto que nenhuma das ambições que há pouco referi seriam possíveis se quem nos antecedeu nas funções que ora iniciamos não tivesse alcandorado o nosso Clube a situação tão digna como esta em que nos encontramos. Tenho a certeza de que poderei contar com o avisado conselho de todos – antigos e novos – e espero lançar a motivação necessária para que a juventude adira ao nosso movimento. Assim é que agora fundamento a esperança de acolher novas ideias geradas por essa juventude, a futura dirigente da nossa causa.
 
Muito obrigado, mãos à obra.
 
Tavira, 31 de Janeiro de 2010
 
 Henrique Salles da Fonseca
    Presidente da Direcção
publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:13

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