Elos Clube de Tavira

Agosto 03 2010

 

 

Em prosa, em poesia também,

Procuro encontrar palavras belas

Que vos falem da minha velha Mãe.

Vejo-a rodeada das panelas,

 

Postas em cima do velho fogão

A lenha e muito, muito antigo.

A minha irmã sentada no chão,

Brincava com um vizinho Amigo.

 

E os olhos da minha Mãe, marotos,

Sorridentes, num rosto de carmim,

Como nós, pareciam dois garotos,

 

Brincando efusivos num jardim.

Morreu, já muito velha e cansada.

Não no seu lar; mas sim, atropelada.

 

 

Sintra, 13/06/2010

 

A minha Mãe fazia este mês 82 anos. Vivia na aldeia em que nasceu. Um dia numa visita a uma Amiga, foi brutalmente atropelada por dois carros. Um condutor com a pressa, passou pela sua frente e bateu-lhe, atirando-a para o meio da estrada. A condutora que a atropelou tinha às sua frente uma visibilidade de mais de 300 m e não parou, arrastando-a debaixo do carro. Isto tudo, dentro da passadeira de peões...

 

 Luís Santiago

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 11:38
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