Elos Clube de Tavira

Julho 25 2010

 

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Morreu António Manuel Couto Viana

 

(Viana do Castelo, 24-01-1923 - Lisboa, 08-06-2010)

 

Poeta e Português, não esqueceu Olivença, oferecendo-lhe o seu «Cancioneiro de Olivença» (Hugin, Lisboa, 2003):

 

«OLIVENÇA, A EXILADA»,

 

O pelourinho, a igreja manuelina,

A porta do palácio Cadaval,

A Torre do Castelo, o escudo em cada quina,

Chamam-se Portugal.

 

O mais, é um casario

Com dois séculos de Espanha,

Branco e frio,

Em frente ao jorro d'água e à palmeira estranha.

 

Olivença, a exilada!

A palavra saudade,

A sua língua de hoje esqueceu-a de vez.

Porém, sente-se a nobreza e alma da cidade

Em pedra e em português.

 

[Olivença, 05-10-2001]

 

«CLAMOR»

 

(...)

 

Ouvi a alma de Olivença

Cativa do silêncio sepulcral:

-Antes que o tempo me convença,

Vem libertar-me sem detença

A minha pátria é Portugal!

 

[Olivença, 21-08-2002]

 

O Poeta sabia o que só os poetas podem saber: «antes que o tempo me convença, vem libertar-me sem detença...»

 

Permanecerá connosco. E estará com os oliventinos, mesmo que não o saibam.

 

http://www.spautores.pt/page.aspx?idCat=139&idMasterCat=67&contentID=227&idLayout=8&idLang=1

 

 António Marques

(anterior Presidente do GAO – Grupo dos Amigos de Olivença)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:52
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Ainda pode haver poetas que lastimem a perda de Olivença. As outras terras perdidas - países - já ninguém lamenta, que não pode.
Berta Brás
Henrique Salles da Fonseca a 26 de Julho de 2010 às 08:39

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