Elos Clube de Tavira

Junho 28 2010

 

 

6. E PORTANTO...

 

Se o poder dos órgãos de comunicação não for totalmente esclarecido, a democracia poderá não subsistir de forma verdadeiramente duradoura. Até porque enquanto prevalecer o critério de que «devemos oferecer às pessoas o que elas esperam», os programas serão cada vez mais medíocres e então, como Popper conclui, (...) só nos resta ir para o Inferno! (...).

 

E se não quisermos ser cilindrados pelo fatalismo infernal, recordemos Hegel quando ele diz que é necessário disciplinar a vontade natural incontrolada, conduzi-la à obediência de um princípio universal e, nesse enquadramento, facilitar a liberdade individual.

 

Por tudo isto eu digo que nos espera um século de glória ou de desespero conforme consigamos ou não dar esperança ao Mundo Lusófono...

 

• ... Trazendo de volta os valores éticos de base étnica na dimensão individual e na colectiva devidamente harmonizados na nossa convivência pluri-cultural e internacional;

 

• Se conseguirmos definir um novo código ético de conduta para a comunicação social;

 

• Se conseguirmos impor aos governantes lusófonos que se rejam por um inultrapassável Sentido de Estado.

 

E como Georges Steiner afirma, “despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; fazer do seu presente interior o seu futuro: eis uma tripla aventura como nenhuma outra”.

 

Conseguiremos?

 

Esperemos que sim pois não faz sentido viver longe da utopia.

 

                                                                Com grandes golpes bato à porta e brado:

                                                                Eu sou o vagabundo, o Deserdado…

                                                                Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

 

                                                                Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…

                                                                Mas dentro encontro só, cheio de dor,

                                                                Silêncio e escuridão – e nada mais!

 

 

Ao fim de mais de 130 anos, eis-nos novamente a bater às portas do “Palácio da Ventura”.

 

Mas o nosso não será um fim igual ao de Antero de Quental.

 

 

 

 Henrique Salles da Fonseca

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 21:37
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