Elos Clube de Tavira

Junho 12 2010

 

 

Para além do Cabo de São Vicente

E além das escarpas dos penedos...

Mar! Mar à vista! Mar! Mar! Mar à vista!

Ah, aqui onde a Terra beija o Mar,

Viram-se velas, destino ardente,

Partindo à gloriosa conquista,

Assumidas as diferenças dos medos

Dum Povo feito para velejar,

Que escolheu terra e continente.

 

E lá muito além onde há ninguém,

Por detrás de ruídos marulhentos,

Pátria, muitos quiseram amar-te.

Mátria de Natália Correia,

Poetisa dos difíceis momentos

Duma bem esplendorosa Assembleia.

Do velejar fez-se a nossa arte

E dos políticos a verborreia.

Mar e Destino ficaram n'areia.

 

Assim vamos, Povo indiferente,

Velejando numa nau catrineta,

À espera do dia do Senhor,

Com fiéis orações a muitos Santos.

Ouvidas as boas catilinárias

Acabadas em ruidosos prantos

Que, infelizmente, Nos superam,

Das mui incompetentes alimárias

Que, impunemente, nos governam.

 

E hei-de quedar-me por esta glosa,

Que canta a Terra e a Natureza.

Abandonei, de vez, a grande prosa;

Suspendi-me, pois, com grande arrebate,

Na Poesia e na incerteza,

Dos versos talmúdicos de combate.

Ah! eu exijo o meu País de volta.

Quero árvores, mas desejo o Mar!

Quero dar largas à minha revolta!

 

 

Árvores da Natureza Eterna

Com as folhas caidas pelo chão,

Eu entrego-me à sua sombra

Enquanto vos faço esta canção.

Com a brisa suave a'judar,

Lembro-me da vida militar

E do passado que não ensombra

Os sons duma típica caserna.

Toca a sineta! Toc'a sineta!

 

Eu quero Portugal a navegar!

 

Luís Santiago

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 07:46
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