Elos Clube de Tavira

Maio 20 2010

 

 

Título: BRASIL, a construção de um continente – o legado da colonização portuguesa

 

Autor: António Neto Guerreiro

 

Editora: Espaço Editorial, São Paulo, Brasil

 

Edição: 2009

 

 

Instigado por opiniões que considera deturpadas e rancorosas sobre o processo de colonização do Brasil, António Neto Guerreiro parte neste livro para o resgate do legado dos portugueses em terras brasileiras. Refuta chavões repetidos aos quatro ventos como o de que os portugueses vinham ao Brasil só para fazer fortuna rápida e voltar para Lisboa; que condenados e degredados foram responsáveis pela colonização, que o sistema de Capitanias hereditárias estaria na origem da falência do Estado Brasileiro, entre outros pontos.

 

Além de refutar essas críticas, Neto Guerreiro dedica alguns títulos a uma comparação entre o desenvolvimento dos EUA e o do Brasil. Explica como os dois gigantes da América se distanciaram no curso da História, com prejuízo para os brasileiros. Ressalta que no período colonial o Brasil era bastante mais desenvolvido – em termos territoriais, populacionais, económicos e culturais – do que as Treze Colónias que em 1776 dariam origem aos EUA.

 

Por fim, enfatiza o atraso brasileiro como fruto da corrupção estimulada por uma guerra política interminável no seio das elites brasileiras, sem participação da maioria da população. Mas o que realmente moveu o Autor a escrever esta história foi a sua perplexidade de ver um Brasil gigante e repleto de recursos naturais com tanta pobreza e miséria.

 

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:12
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Tem a ver com a condição miserabilista de povos pouco habituados aos luxos e que se deslumbraram repentinamente com esses luxos, num sentimento de egoísta avidez que leva os chefes a desviarem para si próprios os poderes fornecidos pelas riquezas, ignorando os outros, como enxame apenas para os servir, sem respeito pelo ser humano. Os povos nórdicos são mais calmos e esclarecidos, a "Magna Carta" nasceu com eles, as distribuições fizeram-se mais equitativamente, o trabalho de todos foi valorizado, nas proporções devidas. Também por isso os nossos emigrantes têm a ganhar emigrando.
Berta Brás
Henrique Salles da Fonseca a 21 de Maio de 2010 às 09:04

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