Elos Clube de Tavira

Maio 18 2010

 

http://1.bp.blogspot.com/_O2wRzDfSJRI/SxQfENSmfvI/AAAAAAAACgM/yjtOjhg6gMI/s1600/Timor_Photo_2.jpg

 

 

 

A Relação Portugal-Timor

 

 

Em 1520, os Portugueses atracaram em Timor, em busca da madeira de sândalo. Aí permaneceram por mais de 400 anos, dividindo a ilha com os holandeses. Os séculos de regulamentação portuguesa foram séculos durante os quais os recursos de Timor-Leste – sândalo e, mais tarde, café – eram canalizados para o desenvolvimento de Portugal, tanto quanto da própria ilha. Todavia, apesar de Timor-Leste parecer subdesenvolvido aos olhos ocidentais, possuía uma economia de base comunitária extremamente desenvolvida, a qual respondia às necessidades de todos na sociedade. Sob o domínio português, a organização da aldeia permaneceu imperturbável...

 

Os primeiros portugueses a instalarem-se definitivamente eram missionários que vinham de longe com o intuito de espalhar a fé cristã. E apesar de os timorenses acreditarem num único deus, Marômac, e de terem resistido à influência de outras religiões, nomeadamente a hinduísta e a muçulmana, muitos converteram-se ao cristianismo e baptizaram-se.

 

Em 1640 havia já vinte e duas igrejas cristãs em Timor e a presença constante dos missionários levou à instalação de outros portugueses, sobretudo comerciantes, que acabavam por constituir família com as mulheres indígenas.

 

No final do século XVI, os holandeses iniciam a disputa pelos arquipélagos da Insulíndia, disputando o comércio do Oriente aos portugueses. E após todo um cenário de guerra e paz, a ilha de Timor acabaria por ficar subjugada a duas esferas de influência mercantil: a holandesa, a oeste, e a portuguesa, a leste.

 

Apenas no século XVIII chegam governadores em nome do rei português, os quais estabelecem relações amistosas e favoráveis com a população, envolvendo chefes timorenses na estrutura governamental e ficando, assim, a metade Este da ilha a fazer parte das colónias portuguesas, juntamente com o enclave de Oe-Cusse e o ilhéu de Ataúro. Laços de parentesco floriram; plantas, animais e culturas viajaram a bordo de embarcações portuguesas e timorenses. Ao longo dos séculos efectuaram-se trocas de tudo um pouco.

 

Portugal aguentou Timor-Leste até 1974. Em apenas alguns meses, três grandes partidos eclodiram em Timor-Leste, cada qual com diferentes plataformas. A UDT (União Democrática Timorense) manifestou o desejo de continuar filiada em Portugal; a FRETILIN (Frente Revolucionária para um Timor Leste Independente), advogando o socialismo e reformas democráticas; a APODETI, contendo algumas centenas de membros que queriam a integração na Indonésia.

 

A FRETILIN é actualmente o Partido maioritário.

 

Autor desconhecido – recebido por e-mail

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 12:32
Tags:

Interessante observar que, pela narração dos fatos, Portugal mantém postura de conquistador mas que respeita o local conquistado sob laços afetivos, característica marcante nos portugueses.
Assim vamos conhecendo mais profundamente as ações dos portugueses, locais de suas conquistas e passando a elaborar retrato mais verdadeiro da Nação que "descobriu" o meu querido País.
Estive, de 25 a 27 de março deste ano civil em curso, em Brasília-DF(BR), participando da Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema MUndial, decorrido no Palácio do Itamaraty.
Estive em contado com diversas autoridades do Timor Leste. Os que estavam presentes trouxeram à baila a questão da língua portuguesa no Timor Leste, hoje. Foram momentos muito ricos em aprendizado para mim.
Saudações elistas
CE Maria Inês Botelho-Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada
Maria Inês Botelho a 18 de Maio de 2010 às 13:33

mais sobre mim
Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9





pesquisar
 
blogs SAPO