Elos Clube de Tavira

Janeiro 31 2011

 

 

A actriz portuguesa Leonor Silveira foi distinguida com o Grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França, no dia 25 de Janeiro, na embaixada francesa em Lisboa.

 

Conhecida pela participação em vários filmes de Manoel de Oliveira, Leonor Silveira recebe agora uma das mais altas distinções honoríficas da República Francesa, que homenageia personalidades que se destacaram pela sua contribuição na difusão da cultura naquele país.

 

Nascida em Lisboa, em 1970, a artista iniciou-se no cinema em 1988, com “Os Canibais”, de Manoel de Oliveira, realizador com quem mais trabalhou ao longo das décadas seguintes. É, desde 2007, subdirectora do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e tem participado como júri em festivais de cinema, como San Sebastian e Cannes. Em 1997, Leonor Silveira foi condecorada pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Comendadora da Ordem de Mérito.

 

A distinção do governo francês já foi, em anos recentes, atribuída a outras personalidades da cultura portuguesa, como a actriz Maria de Medeiros, as fadistas Mísia e Mariza, o escritor António Lobo Antunes e o encenador Joaquim Benite.

 

http://www.nofemininonegocios.com/index.phtml

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:57
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Janeiro 30 2011

 (*)

 

A FALA DA GALIZA, O PORTUGUÊS DE PORTUGAL, O PORTUGUÊS DO BRASIL E O PORTUGUÊS DOS DISTINTOS TERRITÓRIOS LUSÓFONOS, FORMAM UM ÚNICO DIASSISTEMA LINGUÍSTICO CONHECIDO ENTRE NÓS COMO GALEGO E INTERNACIONALMENTE COMO PORTUGUÊS.

(citação aposta no pedestal da estátua erigida em Santiago de Compostela)

 

 

RICARDO CARVALHO CALERO (Ferrol, 1910 — Compostela, 1990) foi um filólogo e escritor galego do século XX, o primeiro Catedrático de Língua e Literatura Galegas, considerado o grande pensador do reintegracionismo linguístico, é uma das figuras mais proeminentes do universo intelectual galego do século XX. (para saber mais, v. Wikipédia)

 

(*) http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_WrNmfJ_5QwU/TM4T_XKj4HI/AAAAAAAAACs/HWAei6_-vxo/s1600/monumento%2BCarvalho%2BCalero.jpg&imgrefurl=http://estrolabio.blogspot.com/2010/11/sempre-galiza-por-pedro-godinho.html&usg=__Rld-3BlzVrJPDzEqrLoHtFY5T6Q=&h=224&w=316&sz=17&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=_q-UyV5DYr5XmM:&tbnh=128&tbnw=190&ei=_j5FTa_PDoOEswbb_IXbDQ&prev=/images%3Fq%3DCarvalho%2BCalero%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1021%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=411&vpy=370&dur=47&hovh=179&hovw=252&tx=87&ty=97&oei=_j5FTa_PDoOEswbb_IXbDQ&esq=1&page=1&ndsp=20&ved=1t:429,r:12,s:0

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:46
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Janeiro 29 2011

 

 

Até 25 de março está aberto o período de receção de trabalhos concorrentes à edição de 2011 do Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil Prémio ‘Matilde Rosa Araújo’, organizado pela Câmara Municipal da Trofa com o apoio do Instituto Camões.

 

Em 2010, Amílcar, Consertador de Búzios Calados, do tenor Mário Alves, foi, entre os 450 contos concorrentes, o texto vencedor do Prémio Matilde Rosa Araújo’, o primeiro que foi tornado extensivo aos países de língua portuguesa, através de uma parceria com o IC.

 

Tal como no ano passado, os centros culturais portugueses e as suas extensões nos países de língua portuguesa – Luanda, Brasília, Praia, Mindelo, Bissau, Maputo, Beira, São Tomé, Príncipe e Díli – receberão nas suas áreas os trabalhos concorrentes, que depois são encaminhados para um júri de pré-seleção do município da Trofa.

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:41
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Janeiro 28 2011

  (*)

 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

 

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado.

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

 

Eu, que tenho sido cómico às criadas do hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...

 

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

 

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

 

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

 

Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

 

Álvaro de Campos

 

Álvaro de Campos é um dos heterónimos mais conhecidos do poeta português Fernando Pessoa. Este fez uma biografia para cada um dos seus heterónimos e declarou assim que Álvaro de Campos: «Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Germânia estudar engenharia, primeiro enfermaria e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade.»

 

Para saber mais, v. http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_de_Campos

 

 

(*) http://3.bp.blogspot.com/_x4R_UH_WhZI/TK0hp4nNkbI/AAAAAAAAGvI/r21dwz-oEFU/s1600/ALVARO+DE+CAMPOS.jpg

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 15:11
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Janeiro 27 2011

Modalidade – QUADRA

 

1º. Prémio

 

Muito cuidado é preciso

 

Muito cuidado é preciso

No caminho que se trilha,

Porque às vezes, um sorriso,

Pode ser uma armadilha

 

Maria Aliete Viegas Cavaco Penha (Faro)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 10:23
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Janeiro 26 2011

 

Modalidade – QUADRA

 

2º. Prémio

 

O tempo passa a correr

 

O tempo passa a correr…

Mas às vezes, por desgraça,

Quando estamos a sofrer

O tempo nunca mais passa.

 

José António Palma Rodrigues (Ganilhos/Aljubarrota)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:12
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Janeiro 25 2011

 

 

São Paulo é uma cidade que sua vocação é ir sempre além. Como diz na sua Bandeira não sou conduzido, conduzo. São pequenas palavras com grande significado. É a voz de quem quer chegar antes ao futuro e sabe como ultrapassar as dificuldades que aparecerem no meio do caminho, que não se cansa de andar rumo ao desenvolvimento e assume com coragem a responsabilidade da liderança, com espírito de ser a maior Cidade do País e sexta maior do mundo, e abre os braços e espaços para quem vem de fora ajudar e fazer o seu próprio caminho. Esse é o lema, o destino e a natureza da Cidade de São Paulo e de todos os paulistanos e também, de todos quantos vieram de todas as partes do mundo. Nós Elistas temos orgulho de fazer parte do caminho do desenvolvimento de São Paulo e investimos na valorização da sua cultura e trabalhamos para que o lema que está escrito em sua bandeira encontre em nós todos os dias o seu significado, como forma de movimento e progresso, para que os sonhos e conquistas, que ligam as pessoas encontrem o caminho para o futuro e tenhamos sempre orgulho de fazermos parte do crescimento da cidade que amamos e que nunca pára e está sempre um passo á frente. Parabéns São Paulo pelos 457 Anos.

 

Elos Clube de São Paulo Sul

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:50
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Janeiro 24 2011

 

 

Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,

das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que partilhámos.

 

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,

das vésperas dos fins-de-semana,

dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

 

Hoje já não tenho tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado,

seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

 

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe...

nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...

Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto

se tornar cada vez mais raro.

 

Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:

Quem são aquelas pessoas?

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!

 

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

 

Quando o nosso grupo estiver incompleto...

reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.

Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.

 

Por fim, cada um vai para o seu lado

para continuar a viver a sua vida isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo...

 

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:

não deixes que a vida passe em branco

e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

 

Eu poderia suportar, embora não sem dor,

que tivessem morrido todos os meus amores,

mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

 

Fernando Pessoa (em china de Almada Negreiros)

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:43
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Janeiro 23 2011

 

Escrever me protege.

 

Escrever é... explorar vazios

Vazios até de coisas que não existem realmente

Escrever é mentir com verosimilhança

Cativar o leitor, seduzi-lo com invencionices...

 

Escrever é preencher vazios

Vazios até de coisas que só existem na imaginação

Escrever é responder perguntas jamais perguntadas

Motivar o leitor, contar com a bagagem insólita dele...

 

Escrever é não se caber em si

E deixar esses vazios virarem historietas

Ou poemas - que são eles que não cabem em nós

Mas podem tocar almas sensíveis e peregrinas

 

Escrever é, por fim, apenas

O vício solitário de um louco querendo asas

E assim descodifica o vazio de si mesmo

Em palavras enlivradas como nichos de purgações

 

Escrever é tirar um surto-circuito de dentro

Que não sabe o que fazer do que incabe em nós...

 

(*)

 Silas Corrêa Leite

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://api.ning.com/files/ZxuEO1I22jeDX6Jx77FRkiBsJls8TnblESB-ZEFvGs1ZqVQ7whJTpd*7FOph-7k*U9HtViTTiE4dnaDEX5k4UDH9lW-XZT2G/253128695.bin%3Fwidth%3D183%26height%3D183%26crop%3D1%253A1&imgrefurl=http://itarare.ning.com/profile/PoetaSilasCorreaLeite&usg=__Rv5xslk6dMhwlh-NPwJNSV3vxPY=&h=183&w=183&sz=10&hl=pt-pt&start=0&sig2=augLp5muA0eHgnV3TcuFUQ&zoom=1&tbnid=_lNMnUXkz3U5XM:&tbnh=143&tbnw=143&ei=v3M7TaG-EoPssgbki8HYBw&prev=/images%3Fq%3DSilas%252BCorr%25C3%25AAa%252BLeite%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=292&vpy=380&dur=1467&hovh=146&hovw=146&tx=89&ty=90&oei=v3M7TaG-EoPssgbki8HYBw&esq=1&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:11,s:0

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 00:15
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Janeiro 22 2011

 

B.Leza-Lx

 

Pintura de António Firmino em azulejo da fachada do prédio em Lisboa onde viveu B.Léza

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 13:43

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