Elos Clube de Tavira

Setembro 30 2010

  

Livre Arbítrio

81x65cm acrílico sobre tela 2008

Galeria de Victor Lages (Artista Plástico) A

SSOCIAÇÃO DE ARTISTAS PLÁSTICOS

www.livrearbitrio.net/

  

A GUERRA

  

Capacetes de aço,

Mais balas cinzentas,

Feridas de estilhaço,

Sangrentas.

 

 

Ruídos de explosões,

De granadas saltitantes,

Disparos de canhões,

Fumegantes.

 

 

De entre Homens e Mulheres,

Do General ao Alferes,

Mãe, Irmã, Filha,

Pai, Filho, Irmão,

O Dever é uma ilha,

Onde manda a solidão.

 

 

Nação, Pátria, Estado,

E Deus... que quer ser amado,

Em toda a parte

E em qualquer sítio,

Chora o Divino Desastre,

De nos ter dado,

O Livre-Arbítrio.

 

Luís Santiago

Sintra, em 17/08/2010

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:12
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Setembro 27 2010

Manuel Virgínio Pires

 

 

Tavira Portas de reixa, cheiro a maresia,

Com chaminés mouriscas rendilhadas,

Embala-se num sonho de poesia,

Onde há lendas de mouras encantadas.

 

Assomam as piteiras nos valados

E o castelo vigia lés a lés,

A serra silenciosa ouve-lhe os brados

E o manso Gilão beija-lhe os pés.

 

Alvas torres de igrejas altaneiras

Muralhas entre flores de amendoeiras,

Aromas de alecrim e rosmaninho:

 

Terra cristã, outrora muçulmana,

Vestígios de D. Paio, ponte romana,

A namorar o rio no seu caminho.

 

Manuel Virgínio Pires

____________________________________

 

Manuel Virgínio Pires, (Tavira, N.04.06.1909, F.13.10.1974), fez o curso complementar do Liceu e profissionalmente foi Adjunto de Tesoureiro da Fazenda Pública e mais tarde chefe da Delegação de Tavira dos Serviços de Turismo.

Em paralelo e desde muito jovem, dedicou-se às letras. Desde 1934, redactor do Semanário local “Povo Algarvio”, de que foi depois proprietário e Director até à data do seu falecimento. Escreveu diversas peças de teatro e revistas, entre os anos 30 e 50 do Sec. XX, tempo em que a actividade teatral da sua terra, Tavira, era bem florescente. Cultivou a poesia não só no âmbito das revistas que escreveu mas em produções que publicava com regularidade no seu jornal. Era irmão de um outro poeta já aqui referenciado, Isidoro Pires. Livros: “Pontas de fogo (gazetilhas) e “Algarve dos meus encantos” (publicado a título póstumo).

Foi-lhe dedicada uma rua na zona nova da cidade.

 

 Luís Maria de Mello e Horta

Presidente da Mesa da Assembleia Geral do

Elos Clube de Tavira

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 22:33

Setembro 26 2010

 

 

«Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.

 

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

 

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

 

Hoje já não tenho tanta certeza disso.

 

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

 

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.

 

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.

 

Vamo-nos perder no tempo...

 

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! - Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!

 

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo. E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...

 

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

 

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!»

 

 Fernando Pessoa

 

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e PESSOAS INCOMPARÁVEIS.

 

Luís Santiago

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 18:48
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Setembro 25 2010

Monumento aos Descobrimentos

 

INAUGURAÇÃO

 (Oferta do Elos Clube de Tavira)

10AGO96

 

 http://www.youtube.com/watch?v=lW80OcBI1jk

 

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 23:29
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Setembro 24 2010

 

Marina de Tavira

 

 

Conforme planeado vamos iniciar agora o tratamento da náutica de recreio que é de facto a maior falha ainda existente no Sotavento embora seja assunto falado há bastante tempo mas que tem sido menosprezado pelos responsáveis quer a nível nacional ou local por razões de ordem cultural e alguma ignorância.

 

Dado o afastamento da nossa população das actividades marítimas em geral verificado após 74 é natural que a sua maioria não tenha conhecimento do que é a actividade náutica que pretendemos desenvolver no Sotavento pois inclusive na TV o que aparece mais frequentemente são as visões dos mega-iates de alguns magnates o que dá a ideia de que náutica é só isto. O que é tremendamente falso.

 

As embarcações a usar começam por pequenos barcos a remos e à vela a partir, digamos como ordem de grandeza de 3,5 a 4 m de comprimento até atingir dimensões de dezenas de m de comprimento, velas com mais de uma centena de m2 e motores de centenas de cavalos de potência.

 

Ora no Sotavento existem três zonas de águas a saber: o interior da Ria Formosa, o mar e o Rio Guadiana cada uma delas com características diferentes que implicam também utilizações diferenciadas.

 

Assim na primeira deverá privilegiar-se o uso de pequenas embarcações à vela, remos e motores eléctricos ou de baixa potência pois no seu interior não devem ser aceites altas velocidades nem embarcações de grande porte ou motos de água.

 

Os locais mais apropriados para a instalação de portos de recreio começando de poente para oriente são: Olhão, que já iniciou o seu desenvolvimento náutico mas que ainda tem capacidade para mais, Fuzeta que está muito atrasada mas tem capacidade para algumas centenas de postos de amarração de embarcações de pequena e média dimensão mas exige o tratamento dos canais de acesso e barra de forma eficaz e estável, Santa Luzia que tem capacidade para cerca de mil postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira –cidade com capacidade de cerca de centena e meia de postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira 4 Águas com capacidade para mais cerca de duas centenas de postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira- Forte do Rato cerca de 4 a 5 centenas de postos de amarração de média e grande dimensão apenas limitada pela barra, Cabanas com capacidade para cerca de mil postos de amarração de pequena e média dimensão a menos que a obra em curso não o permita o que seria mais que lamentável para não dizer criminoso, Cacela com capacidade para 2 centenas de postos de amarração de pequena dimensão, todos estes no interior da Ria Formosa.

 

A seguir temos a zona da Ponta da Areia, aproveitando o molhe da foz do Guadiana para protecção oriental e construindo um molhe de protecção a poente que permite a construção de um porto de recreio com capacidade para 2000 postos de amarração de média e grande dimensão e com custos de movimentação terras muito baixo com nítida vocação para embarcações de passagem, e já no interior do Guadiana, na Moita uma marina residencial e municipal com 2000 postos de amarração de todas as dimensões.

 

É claro que isto exige a conservação das barras e dos canais, que como se tem verificado não é feito correctamente para o que é necessário haver verbas anuais volumosas. Para isso sugere-se a criação de uma taxa ou equivalente anual por posto de amarração de 10 euros para as menores e crescente com o comprimento da embarcação de forma à média ser da ordem dos 20 euros o daria uma receita superior a 200000 euros manuais, embora esteja convencido que melhor estudada esta sugestão, poderá conseguir-se valor mais elevado.

 

Cada uma destas unidades deverá ser concessionada a uma empresa privada ou mista com as Autarquias, escolhidas por concurso, que investirão e pagarão uma verba anual pela concessão que assim será mais uma verba para as entidades a quem cabe a responsabilidade da Ria e dos Portos, além da fiscalização que terá que ser muito mais eficiente e portanto exigindo a compensação correspondente.

 

Após a recepção das contribuições dos nossos leitores continuaremos esta análise de forma a se poder atingir soluções mais aperfeiçoadas e bem esclarecidas. J

 

  José Carlos Gonçalves Viana

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 22:08

Setembro 23 2010

 

BALADA OP. 16 por ARTUR PIZARRO 

 

http://www.youtube.com/watch?v=iNH-jE3xiAU&feature=player_embedded#

 

 

 

José Vianna da Mota (São Tomé, São Tomé e Príncipe, 22 de Abril de 1868 — Lisboa, 1 de Junho de 1948) foi um pianista e compositor português.

Estudou no Conservatório de Lisboa, sendo os estudos patrocinados pelo rei D. Fernando e a Condessa de Edla.

Em 1882 parte para Berlim onde, custeado pelos reis mecenas, continua durante três anos os estudos de piano e composição.

Em 1885 parte para Weimar onde é aluno de Franz Liszt, que mais tarde lhe oferece uma fotografia com a dedicatória: "A José Viana da Mota, saudando os seus futuros sucessos. Fr. Liszt". Dá concertos nos Estados Unidos, Paris, Inglaterra, Espanha, Itália, Dinamarca, Lisboa e Porto, Brasil, Argentina numa série de recitais que são outros tantos triunfos.

Durante a Primeira Guerra Mundial foi director do Conservatório de Genebra.

Em 1917 regressa a Portugal onde foi director do Conservatório Nacional de Lisboa, de 1918 a 1938. Entre as sua composições mais conhecidas está a sinfonia "À Pátria", e as obras "Evocação dos Lusíadas", "Cenas da Montanha" entre outras.

Faleceu em 1948, em Lisboa, tendo vivido os últimos anos da sua vida na residência de sua filha Inês Vianna da Mota e do seu genro, o psiquiatra Barahona Fernandes.

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 20:17

Setembro 21 2010

 

 

Maria Romana

 

Tavira…Cidade Museu

 

 Tavira, és a imagem da quimera,

Trecho do antigo reino adormecido.

Acorda!...mas não mudes o sentido

E vive o amanhã que por ti espera!

 

Possuis potencial que se venera:

- O campo…a Serra…o Mar por Deus ungido…

Olha em frente! se nada está esquecido,

Verás o cintilar de nova Era!...

 

E outros pensamentos surgirão

Envoltos num cenário de beleza

Tendo a história e a cultura só por mira.

 

O Sol e a Lua te contemplarão;

Mas se, para o Gilão, tu és Princesa,

És Rainha p’ra mim, bela Tavira

 

_____________________________________________

 

Maria Romana da Costa Lopes Rosa nasceu em Tavira mas reside em Faro, onde terminou a sua carreira de Enfermeira, da qual está aposentada. Procurou sempre, na poesia e nos contos infantis, suavizar o desgaste profissional de um trabalho em que muitas vezes deparava com situações humanas muito complicadas e de difícil solução. Tem imensos trabalhos publicados na imprensa da Região Algarvia, continuando activa na poesia, nos concursos literários e nos convívios poéticos.

Livros publicados:

Um mundo sensível” (poesia); Histórias de mil cores” e “A Natureza e eu” (contos infantis).

 

 Luís Maria de Mello e Horta

Presidente da Mesa da Assembleia Geral do

Elos Clube de Tavira

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 19:48

Setembro 20 2010

 

 

De acordo com o que foi apresentado no artigo anterior vamos apresentar, de forma obviamente sintética, as várias actividades que constituem o potencial turístico do Sotavento Algarvio, não de forma definitiva mas apenas como orientação para estimular os leitores a colaborarem activamente nesta iniciativa.

 

 Alfarroba, magnífica alternativa ao cacau na produção de chocolate

 

-Gastronomia típica tradicional e outras mais modernas adaptadas à realidade actual das localidades.

 

-Produção de produtos alimentares como hortaliças, frutas, temperos, grão, ervilhas, favas, etc, que em tempos eram produzidos aqui e tinham fama de excelente qualidade, frangos do campo, borregos, produtos da ria como amêijoa, conquilha, lingueirão, etc., e do campo como azeitonas, figos, amêndoas, alfarroba etc. Já há muito trabalho realizado neste campo como é o caso da In Loco e outras entidades, mas é importante terem mais ajudas e principalmente mais interesse prático por parte dos utilizadores, isto é, estimulando os sectores de distribuição a darem-lhes mais e melhor utilização.

 

A capacidade de produção em regadio parece estar pouco aproveitada e é fundamental que se produza mais e importe menos.

 

E o peixe do mar e de água doce que tanto precisa de ser correctamente tratado mas que tarda a remodelação necessária da pesca que foi tentada em 1982 mas que até hoje continua à espera das decisões essenciais.

 

Haverá certamente dificuldades e estrangulamentos na distribuição em quase todas estas actividades mas nada que não possa ser resolvido se os políticos de serviço quiserem fazê-lo. E nem é caro nem tão complicado como pode parecer. Apenas é preciso vontade política e não ceder aos lobbies do costume.

 

-Pesca desportiva em água doce e água salgada, sempre com devolução do pescado à água.

 

No que respeita à pesca na água salgada convém recordar a experiência existente em outros países em que os pescadores profissionais individuais, frequentemente clandestinos, são os principais interessados em aderir a esta pesca desportiva porque têm mais lucros com menos trabalho e menos riscos e ainda com a vantagem adicional de se tornarem os mais atentos fiscalizadores contra os crimes e desmandos dos predadores.

 

Este assunto será retomado em próximos artigos pela dependência da existência de postos de amarração acessíveis.

 

-Mergulho no mar para contemplação e fotografia, pois para caça é inadmissível, o que implicará a existência de mais recifes artificiais e de barcos afundados, devidamente preparados, para aumentar os locais a visitar.

 

-Caça em coutadas devidamente organizadas de forma sustentada.

 

-Passeios a pé e de bicicleta tendo em conta a necessidade de garantir a segurança e o conforto suficiente para estimular a procura e produzir rendimento.

 

-Desenvolver as artes em particular a da pintura dadas as condições excelentes de luminosidade aproveitando as escolas já existentes e criando outras se for necessário mas principalmente organizando concursos com nível nacional e melhor ainda se se conseguir seja internacional.

 

-E por último a criação de um ambiente de tal qualidade que se torne atractivo para a fixação de população de elevado nível como por exemplo de empresas de “software”.

 

  José Carlos Gonçalves Viana

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 14:15

Setembro 19 2010

  Adão e Eva - Louvre

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.com/_grSyOiusGZQ/SZON6ZwMCLI/AAAAAAAACxs/bLKvf7WfPKQ/s400/adao_e_eva_louvre_zorate.jpg&imgrefurl=http://hortadozorate.blogspot.com/2009/02/adao-e-eva-no-louvre.html&usg=__tvywdfl80FFW1l9jgjVSNVMSXfA=&h=400&w=312&sz=26&hl=pt-BR&start=0&zoom=1&tbnid=yGWtI4HwiMltfM:&tbnh=126&tbnw=85&prev=/images%3Fq%3Dadao%2Be%2Beva%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1T4SUNA_enPT292PT293%26biw%3D967%26bih%3D415%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=478&vpy=77&dur=5428&hovh=254&hovw=198&tx=121&ty=143&ei=kmGWTPGjLpCGswbt1pVb&oei=kmGWTPGjLpCGswbt1pVb&esq=1&page=1&ndsp=13&ved=1t:429,r:3,s:0

 

Eu era a Eva

Criada para a felicidade de Adão

Mais tarde fui Maria

Dando à luz aquele

Que traria a salvação

Mas isso não bastaria

Para eu encontrar perdão.

 

Passei a ser Amélia

A mulher de verdade

Para a sociedade

Não tinha a menor vaidade

Mas sonhava com a igualdade.

Muito tempo depois decidi:

Não dá mais!

Quero minha dignidade

Tenho meus ideais!

Hoje não sou só esposa ou filha

Sou pai, mãe, arrimo de família

Sou caminhoneira, taxista,

Piloto de avião, policial feminina,

Operária em construção...

Ao mundo peço licença

Para actuar onde quiser

Meu sobrenome é COMPETÊNCIA

E meu nome é MULHER..!!!!

 

Autor (brasileiro) não identificado

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 20:10
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Setembro 18 2010

http://www.realholidayreports.com/hotel_pics/Hotel_Algarve_Casino_Praia_da_Rocha.jpg

 

 

 

Não parece haver quem duvide que o turismo é a principal fonte de riqueza desta sub região mas também parece não estar a ser bem entendida a forma de a aproveitar a cem por cento.

 

Com efeito convém começar por recordar a definição de turismo: conjunto, sistémico e global, de actividades económicas que em vez de levar o produto ao cliente, trazem este àquele. E se a maioria dos clientes for estrangeira é um excelente meio de exportação e portanto de angariação de divisas.

 

Assim, numerosas actividades cujo transporte é impossível e outras que não é viável a sua exportação, pela sua natureza e/ou dimensão, passam a ser valorizadas e vendidas se forem devidamente trabalhadas e divulgadas.

 

Se isto não for feito correcta e plenamente, grande parte do valor acrescentado da actividade turística é perdido por desaproveitamento de potencialidades existentes ou por substituição de produtos nacionais por outros importados.

 

Ora Portugal atravessa não só uma crise mundial mas também uma crise estrutural e cultural, cujo início se deu há cerca de 25 anos, que tem vindo a deteriorar ainda mais a sua competitividade que desde há bastantes anos já era suficientemente baixa para precisar que fossem tomadas medidas profundas de recuperação, o que não aconteceu. Além de se ter atingido um valor da dívida pública de tal dimensão que se não se mudar radicalmente a maneira de viver e de gerir o País, as Autarquias, as Empresas e as Famílias não conseguiremos vencer em tempo útil estas crises.

 

O Governo Central tem dado alguns sinais positivos desta alteração de rumo, particularmente reduzindo a excessiva despesa pública que cresceu neste período mais de 600%, mas não basta que ele o faça, pois todos os outros intervenientes têm também que dar passos idênticos nas suas esferas de influência.

 

Quando se analisa o Turismo do Sotavento verifica-se existir uma elevada taxa de sazonalidade porque o produto turístico ainda está excessivamente baseado no sol e mar que foi um erro, assaz grosseiro diga-se de passagem, cometido até agora pelos principais responsáveis por este sector e por esta sub-região.

 

Na verdade, o golfe já veio contribuir muito para colmatar esta falha, mas faltam outras actividades essenciais para inverter esta situação, como seja a náutica de recreio e retomar actividades produtivas na agricultura, na agropecuária, na construção naval, na pesca, e noutras que mais adiante se tratará.

 

Ao se fazer um trabalho deste tipo e desta envergadura há que ter a noção precisa da dificuldade do Estado se endividar mais, pelo que todos os planos de desenvolvimento deverão ser realizados de forma a minimizar o investimento estatal e motivar o privado, sem perder a eficiência do papel fundamental de regulador do estado e a capacidade de concorrência eficaz do privado.

 

Assim pretende-se desenvolver no Postal um movimento de captação de interessados nesta campanha a realizar da forma seguinte: vão ser publicados nas próximas edições do jornal artigos, de minha responsabilidade, sobre as várias actividades que constituem o potencial económico do Sotavento e espera-se que os leitores que têm opiniões e sugestões sobre estas iniciativas as escrevam e enviem para o Postal à atenção do programa – O FUTURO DO SOTAVENTO.

 

Os textos recebidos serão aproveitados de forma correcta no decorrer deste programa de forma a incluir a maior quantidade de interessados que normalmente têm dificuldade em exprimir as suas opiniões.

 

Na próxima edição apresentaremos uma lista quase exaustiva com o intuito de facilitar e até motivar os leitores para esta iniciativa.

 

Na edição seguinte trataremos a náutica de recreio por ser das mais importantes e das que mais atrasadas estão aqui, seguindo-se as outras e incluindo as sugestões recebidas entretanto.

 

  José Carlos Gonçalves Viana

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 23:35

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