Elos Clube de Tavira

Maio 13 2010

 

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I

 

Não tenho as musas dos poetas

Que cantaram a marinhagem

Dos portugueses de antanho.

Gedeão, Camões e Pessoa,

Que nos falaram da coragem,

E dos Homens cujo tamanho

Deu glórias a Portugal.

E que o Verso solene entoa

As grandes alcançadas metas.

 

II

 

Com tal passado armilar

Símbolo da nossa Nação,

De Pitágoras em Timeu,

Não vislumbro, também, o mito.

Veneno na ponta das setas

Que nos atingem impiedosas

Dito qu'é dado por não dito

De inverdades vergonhosas.

 

III

 

E navegante que sou eu,

Sem musas como as de Camões,

E por passagens isotéricas

Trago mensagens de poemas;

Poetas como Gedeão,

Como Pessoa; o Fernando.

Sou lusitano coração:

Um descobridor das américas,

Um descobridor de nações.

 

IV

 

Mas as minhas nações são d'almas

Que como eu buscam um País

No mito da continuidade

Estudada dos simples factos,

Cantados em livros de História.

No príncipio do mito, o Homem,

No fim dos livros a Memória

Das verdades que se consomem.

 

V

 

D'Abril nasceu Nação feliz

Bem assente em solenes pactos,

Nem sempre de palavras calmas.

Da perene Revolução

Nasceu uma Democracia,

Enganadora ilusão,

Duma verdade tão vazia

Como um corpo sem coração.

 

VI

 

E aqueles qu'assim sem jeito;

Mal, nos conduzem pró abismo,

Serão julgados p'los vindouros,

Por crimes contra o património:

O moral e o económico.

Se agora recolhem louros,

Com um apurado cinismo,

Serão julgados p'lo Demónio.

 

VII

 

E esta nação destroçada,

De pobres e de indigentes,

Falha de valores morais,

D'educação e disciplina,

Reerguer-se-á da neblina,

Numa geração deste mundo

De patriotas diferentes,

Com sentimentos nacionais.

Ah! Pátria recuperada...

Dest'assaz vil sono profundo!

 

 Luís Santiago

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 08:48
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