Elos Clube de Tavira

Abril 16 2010

 

 

Comunicar não é arte fácil, exige consciência, conhecimento e capacidade de transmitir de alguma maneira, seja em palavras ou em imagens, uma ideia, um sentimento. Foi isso que percebi nos Colóquios da Lusofonia que ocorreram nos últimos dias (5 a 9 de Abril) em Florianópolis, Santa Catarina. Ver o esforço de alguns letrados em promover a literatura açoriana, apesar das dificuldades e do pouco interesse político a nível universitário, é de despertar nosso respeito.

 

Terra onde a educação foi sempre encarada como artigo de luxo, pois arranjar alimento era primordial para a sobrevivência, é de admirar a contribuição histórica e literária açoriana, à cultura e sociedade portuguesa. Talvez por ser um lugar onde o isolamento, a introspecção e o individualismo sejam características da personalidade insular a produção literária seja tão abundante, apesar de pouco divulgada. Seja por acomodação, ou por falta de ambição (para quê fama e dinheiro se já estão no paraíso terrestre!), a realidade é que quem se empenha em promover a cultura açoriana e os autores insulares são em geral os estrangeiros, agora mais recentemente nas vozes dos professores e escritores Lélia Pereira Nunes e Chrys Chrystello (e cols.). Através deles os Açores têm conseguido mais visibilidade nas comunidades de língua portuguesa e estrangeira, com as versões de obras literárias açorianas. Escritores como Daniel de Sá, Vasco Pereira da Costa, Cristóvão de Aguiar, José Manuel Bettencourt, Francisco Nunes P. Gomes, Olímpia Soares de Faria, Avelino de Freitas Meneses, Ermelindo Ávila, e tantos outros, merecem pela qualidade de suas obras todo esse empenho.

 

Embora emigrante, que vive no estrangeiro outra realidade sócio-cultural, como açoriana de nascimento e de muitas gerações antecedentes, sinto orgulho pelos destaques culturais da minha terra natal e agradeço intimamente àqueles que acreditam na arte da minha gente.

 

Uberaba, 14/4/2010

 

 Maria Eduarda Fagundes

publicado por Henrique Salles da Fonseca às 09:31

Ao Presidente Salles Fonseca e demais membros do Elos Clube de Tavira-Portugal e à Maria Eduarda Fagundes o reconhecimento desta Presidência do Elos Internacional da Comunidade Lusíada pelo crédito dado à Carta de Princípios Humanistas, à defesa, preservação e expansão da língua portuguesa.
A divulgação de autores e suas devidas obras, envolvendo países lusófonos e demais comunidades de língua portuguesa, é fundamental para se cristalizar relações e avançar na conquista de mais espaços para a introdução e divulgação dos mesmos e estabelecer pontes mais sustentáveis entre os países que compõem a CPLP.
É preciso que nos enfronhemos mais com as nossas instituições que tratam da Cultura e tragamos, para a vitrine, todos
que difundem a lusofonia.
Saudações elistas.
CE Maria Inês Botelho-Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada

Maria Inês Botelho a 16 de Abril de 2010 às 17:41

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